O aquecimento global está transformando a Grã-Bretanha em um novo polo vinícola
Manuel Luz Publicado em 26/02/2025, às 10h00
As mudanças climáticas estão turbinando a indústria vinícola britânica, e regiões onde nunca se produziu vinho, despontam como novo horizonte enológico.
Dados da WineGB - associação dos produtores do Reino Unido - informam que o número de hectares dedicados à produção de vinho na Grã-Bretanha dobrou na última década, e hoje somam mais de 4.000 ha. Já o número de vinícolas aumentou para cerca de 200, e o número de vinhedos triplicou na década e somam mais de 950 propriedades.
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O mundo está de olho, e a França deu a largada nos investimentos de alto valor. Casas tradicionais como Taittinger e Pommery, de Champagne, assim como a gigante alemã Henkell-Freixenet, esperam aproveitar o sucesso recente dos vinhedos britânicos.
A Taittinger lançou seu primeiro vinho espumante feito na Inglaterra em 2024 sob a marca Domaine Evremond, após comprar 100 hectares na região de Faversham.
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A Pommery cultiva videiras em 36 hectares em Hampshire, e está programada para lançar seu brut em 2025. A gigante Henkell-Freixenet, a maior empresa de vinhos espumantes do mundo, agora tem 15 hectares em West Sussex, e não tem uma data definida para lançar seus produtos britânicos.