Proposta prevê investigação sobre restrições canadenses a bebidas dos EUA e eleva tensão no setor
Redação Publicado em 20/07/2026, às 13h41
O setor de bebidas da América do Norte pode enfrentar um novo capítulo na disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá. Um projeto de lei apresentado no Congresso norte-americano propõe a abertura de uma investigação formal sobre as restrições impostas por províncias canadenses à comercialização de bebidas alcoólicas produzidas nos EUA, medida que pode resultar em novas sanções comerciais.
Batizada de CANADA Act, a proposta foi apresentada pela deputada republicana Claudia Tenney, representante do estado de Nova York, região que concentra importantes produtores de vinho e destilados. O texto não prevê punições imediatas, mas determina que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos avalie se as restrições canadenses configuram práticas comerciais desleais.
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O impasse teve início em 2025, quando o governo norte-americano aplicou tarifas de 25% sobre produtos canadenses. Em resposta, a maior parte das províncias do Canadá retirou vinhos, cervejas e destilados americanos das prateleiras de lojas controladas pelo governo. Apenas Alberta e Saskatchewan mantiveram a comercialização desses produtos graças ao modelo de distribuição predominantemente privado.
Segundo representantes da indústria, o impacto econômico já é significativo. O Canadá é o principal mercado de exportação para destilados norte-americanos, e empresas do setor registraram forte queda nas vendas após o início do boicote. Entidades que representam produtores de bebidas também apoiam a iniciativa, argumentando que o segmento acabou sendo prejudicado por uma disputa comercial alheia ao setor.
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Caso a investigação seja autorizada e conclua que houve práticas discriminatórias, o governo dos Estados Unidos poderá adotar novas tarifas ou outras medidas de retaliação. Embora o projeto ainda precise ser aprovado pelo Congresso, sua tramitação aumenta a pressão para que os dois países negociem uma solução e reduzam as incertezas para produtores, importadores e distribuidores que dependem do mercado integrado de bebidas na América do Norte.