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Vinho - 23 . Fev - Mercado

Acordo de livre comércio deve fortificar a presença de vinhos europeus na Coréia do Sul


Visando facilitar o comércio de vinhos e consequentemente expandir os produtos europeus, a União Européia e a Coréia do Sul firmaram um acordo.

O Comitê Europeu de Empresas de Vinhos (CEEV) tem destacado as novas perspectivas que o acordo de livre comércio entre a União Européia e a Coréia do Sul abre para o setor. O pacto ratificado recentemente pelo Parlamento Europeu entrará em vigor em breve, sendo assim, será um passo importante para as empresas vinícolas, pois será permitido aumentar as exportações européias.

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Com aliança, União Européia deve intensificar exportações

De concreto, o Comitê Europeu de Empresas de Vinhos explicou que o pacto é a remoção total e imediata das tarifas, o que permitirá poupar cerca de 10 milhões de euros dos exportadores europeus, cujos embarques custam agora 70 milhões de euros.

Desta forma, as bodegas européias ficam situadas no mesmo nível dos competidores do Chile, que tem essas condições no mercado coreano. Outro acordo, segundo a CEEV, é a proteção das denominações de origens e as indicações geográficas mais significativas dos países da União Européia.

"Os vinhos europeus agora são líderes na Coréia do Sul, graças ao acordo que pode consolidar suas posições e ampliar a cota de mercado de um país emergente com alto potencial de crescimento", disse o responsável do comércio internacional de CEEV, Nicolas Ozanam.  

A luta contra as barreiras tributárias e não tributárias é crucial para os produtores europeus, que tentam expandir os novos mercados, altamente protecionistas em muitos casos. No Brasil, por exemplo, os vinhos europeus estão particularmente afetados: os mesmos possuem uma tarifa de 27%, valor que os países do Mercosul (Argentina, Chile, Uruguai) não pagam e, além disso, possuem um imposto sobre vendas de 25%, generalizada.

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Redação
Publicado em 23/02/2011, às 06h28 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h47


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