Revista ADEGA

Beber ou guardar?

Da redação em 11 de Novembro de 2011 às 12:51

A ADEGA usa os símbolos das garrafas em pé, inclinada e deitada para indicar a evolução de um vinho - se ele está bom para ser apreciado no momento (garrafa em pé), se pode ser bebido agora, mas também pode evoluir com a guarda (inclinada), ou se deve ser guardado por mais tempo antes de ser degustado (deitada). Diferentemente do que acontecia no passado, hoje há vários vinhos que vêm ao mercado já prontos para serem apreciados, com taninos finos e uma acidez presente e agradável, ou seja, não é mais necessário guardá-los em adega por longos anos esperando por seu auge.

Apesar desse fenômeno, alguns vinhos de porte são, sim, feitos para a guarda e só mostram todo seu potencial depois de bons e tranquilos anos em adega. Na lista de bebidas de longa guarda estão tintos célebres, fortificados e doces espetaculares e também brancos secos. Sim, apesar de o senso comum dizer que vinhos brancos devem ser bebidos jovens, alguns também se prestam a guarda. Mas não todos. Poucos rótulos são capazes de suportar a prova do tempo e, mais do que isso, evoluir, como, por exemplo, os vinhos de Montrachet. Então, o porquê de alguns vinhos brancos servirem para guarda e a história dos vinhos de Montrachet, você vê nesta edição.

E já que tratamos de sobreviver ao tempo, passamos à saúde, retratando as principais pesquisas científicas relacionadas ao vinho e seus componentes publicadas em 2011. A cada novo estudo, câncer, diabetes, Alzheimer e outras tantas doenças parecem mesmo ter seu risco diminuído quando se consome vinho moderadamente.

Beber vinho, mais do que fazer bem, é gostoso. Cada um possui uma gama de aromas e sabores distintos que são capazes de nos encantar. "De onde vêm esse aroma?", muitas vezes nos perguntamos. Sendo assim, a seção Enotécnico está aqui para explicar a fundo como funcionam os compostos do vinho que, juntos, formam o gosto da bebida.

Por falar em gosto, vasculhamos os principais mercados do vinho brasileiro no exterior e tentamos identificar o que tem atraído o consumidor estrangeiro para o paladar dos produtos nacionais, cada vez mais procurados. Em seguida, nos aventuramos nas regiões vitivinícolas mais setentrionais do Chile junto com produtores intrépidos que estão em busca de novos terroirs no norte do país. Por fim, avaliamos vinhos do mundo inteiro para que você possa escolher os melhores para beber, ou, se preferir, guardar em sua adega.

Saúde,
Christian Burgos e Arnaldo Grizzo


Editorial

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