Cartas


PÉ FRANCO
"Nunca tinha ouvido falar de pé franco (reportagem na edição 74, página 52). Achei incrível que ainda exista isso e que haja produtores que "se arriscam" em cultivos que podem ser dizimados, pois a filoxera ainda existe. Parabéns pela escolha dos temas, cada vez mais interessantes e inusitados."
Welington Rocha

ADEGA SUBTERRÂNEA EM CASA
Caros amigos da revista ADEGA (chamo-os de amigos, pois tenho contato mensal com vocês há muito tempo como assinante da revista e gosto muito de sua leitura). Estou construindo uma adega semi-subterrânea (fica incrustada em uma encosta, com a casa acima) e estou com algumas dúvidas. Talvez possam me ajudar. Não achei maiores dados na internet sobre adegas subterrâneas sem climatização, nem minha arquiteta. Moro em Caxambu, sul de minas, local bem fresco, pelo que estou me aventurando na adega sem climatização. A adega tem 4 m x 1,7 m, com 3 m de altura. Três paredes possuem contato com a terra, e uma parede, de tijolo comum inteiro, tem acesso para um escritório, que por sua vez tem acesso pela garagem, e também é isolado com parede de tijolo inteiro (o local da adega ainda não está pronto, mas é bem fresco).
Minha ideia e forrar as paredes em contato com a terra com pedras São Tomé para ficar mais fresco, e a outra parede e o teto com algum isolante, sobrepondo com madeira de demolição. A porta pretendo colocar frigorífica. Deixei cerca de 2 m² da parede do fundo sem isolamento da terra, para me dar umidade (está bem molhada a parede, não sei se a isolo ou não). O resto isolei e estão bem secas as paredes. Quero ver se consigo umidade e temperatura ideal sem climatizador. Minhas dúvidas são as seguintes:
1 - Como não haverá climatizador e a porta é frigorífica, que veda muito, tem necessidade de deixar algum respirador, ou posso isolar sem problema. Se sim, como fazer o respirador.
2 -Será que a parede sem isolamento vai umidificar muito o ambiente, até quanto de umidade posso deixar sem que estrague os vinhos.
Flávio Junqueira Silva

Caro Flávio, nossa editora de vinhos, Sílvia Mascella Rosa indicou a arquiteta Vanja Hertcert para que você entre em contato. Foi ela quem projetou a vinícola Luiz Argenta. Ela vive no Vale dos Vinhedos e é dona de uma pousada com cave incrustada na pedra. Creio que ela pode lhe dar alguma orientação nesse sentido.

OMELHORVINHO.COM.BR
Gostaria de comprar os tintos Grão Vasco 2008 (Portugal) e Nieto Senetiner Reserva 2008 (Argentina), mas o site - OMelhorVinho.com.br - não oferece essa opção, nem telefone para contato. Vocês podem ajudar?
Avenir de Moraes

Antes de tudo, só para esclarecer: OMelhorVinho.com.br não é um site de compra. É um site de consulta de avaliações de vinho. De qualquer maneira, o Grão Vasco é da importadora La Pastina - www.lapastina.com.br. Se não encontrar nos supermercados e lojas especializadas, tente contato com a importadora. O mesmo vale para os vinhos da Nieto Senetiner, que são importados pela Casa Flora - www.casaflora.com.br.

#Q#

TAÇA FAZ DIFERENÇA
Eu, como muitos, não acreditava que uma taça podia fazer tanta diferença na hora de degustar um vinho. Sempre achei que era possível beber vinho em qualquer copo que o resultado seria o mesmo, pois vinho é vinho e ponto final.
Dessa forma, eu tratava essa bebida como qualquer outra, como um refrigerante qualquer. No entanto, com o tempo, quando comecei a me interessar mais por vinho e frequentar a casa de outros amigos enófilos e também eventos de vinho, percebi que apreciava mais um vinho quando o degustava em uma taça melhor - melhor dizendo - mais adequada. Foi assim que passei a comprar algumas taças específicas para cada tipo de vinho e pude comprovar que, sim, elas fazem uma diferença brutal.
Os aromas e sabores alteram-se em cada uma. Então, quando vi a entrevista com o Maximilian Riedel, herdeiro da família austríaca Riedel, achei o máximo, pois já conhecia os cristais que eles produzem e a fama que eles têm, mas não fazia ideia do quanto eles realmente se importavam com essa questão das formas das taças. Parabéns pela entrevista. Agora espero adquirir mais algumas taças e provar os grandes Champagnes que vocês citam na matéria de capa da edição 74 em taças que não sejam as flütes, já que o Maximilian disse que elas não são as mais adequadas para eles.
Bernardo Garcia

CHAMPAGNE
Parabéns pela capa da edição 74. A seleção de Champagnes foi ótima. As rolhas na capa ficaram muito legais. Aproveitei que fui viajar para a França no Ano Novo e comprei alguns no Free Shop. Vale muito a pena.
Silvana Simões

PARA GUARDA
Adoro vinhos brancos. Cada dia mais. Fiquei contente de ler a reportagem da edição 73 sobre "vinhos brancos de guarda". Tenho alguns em casa que certamente vão envelhecer bem, como alguns Chablis Grand Cru e alguns Borgonha de vinhedos Grand e Premier Cru. Mas, ainda assim, entre os brancos, guardo alguns doces que vão ficar guardados por diversos anos, como por exemplo, dois Sauternes.
José Ricardo

TOSCANA
Estava vendo um filme na televisão, "Cartas para Julieta" e fiquei feliz em ver que ele se passa em alguns dos lugares que eu visitei enquanto estive na Itália anos atrás. Veneza é uma cidade maravilhosa. Encantadora. Fiquei fascinada. Depois, fui viajar pela Toscana e acabei passando exatamente pela vinícola Caparzo, que é onde a protagonista do filme acha o amor "perdido" há anos e anos. Realmente, é um lugar apaixonante.
Maria Clara Martins

QUEIJOS E VINHOS
Sempre reúno meus amigos para vir em casa e compro uns vinhos para bebermos e uns queijos para acompanhar. Vocês sabem que indicações me dar de harmonizações entre queijos e vinhos?
Sérgio Vicente

Caro Vicente, a edição 67 da revista ADEGA traz uma matéria especial sobre esse tema. Caso queira adquirir o exemplar, entre em contato conosco no telefone (11) 3876-8200. Creio que você vai gostar e encontrará diversas opções de harmonização.

Da redação

Publicado em 23 de Janeiro de 2012 às 11:39


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