Vinho - 26.Mai - Embalagem ecológica

Com fim ecológico, empresa deixa de lado garrafas e embala vinho apenas em caixas


O processo: produzir vinho. Engarrafá-lo na Itália ou Nova Zelândia, enviá-lo em um pacote de apenas 9 litros de líquido e um lote inteiro de vidro.

"É tão antiquado, e eu só procurava por - eu não sei - uma solução do século 21", disse Matthew Cain, fundador e presidente da Yellow+Blue Wines, na Pensilvânia, EUA. Enquanto o vidro se mantém como padrão de ouro para um vinho que vai para uma adega, ele diz, a maioria do consumo nos EUA ocorre apenas algumas horas após a compra, e não em semanas ou anos.

Divulgação
Os vinhos são embalados em caixas Tetra Pak

Para um consumo rápido, Cain resolveu, em 2008, inovar. Ele escolheu vinhos prontos, de vinícolas orgânicas e, ao invés de engarrafá-los no próprio local, ele enviou a bebida para a América do Norte em tanques isolados de aço.

O custo para a Y+B foi por volta de 40% a mais que usando 'flexitanks' - grandes sacolas plásticas dentro de contêineres -, um método comum de transporte em massa. Mas manter a temperatura do vinho em trânsito assegura a qualidade do produto. E, Cain diz, o impacto no meio ambiente foi diminuído substancialmente: "Nós medimos nosso nível de emissão de carbono e é metade do que seria se o mesmo vinho fosse entregue no mesmo lugar em vidro". Uma vez na America do Norte, o vinho é embalado em, pasme, caixinhas de papelão (iguais as utilizadas em leites longa vida).

"Quando nós lançamos o primeiro vinho em maio de 2008, todos pensaram que eu era maluco, porque eu vim de uma produção pequena francesa, de alto nível, e realmente cara, e cá estou eu tentando vendê-lo em caixas. Nós não estamos usando essa embalagem como truque publicitário. Nós a usamos como uma solução real para a questão ambiental".

A Y+B vende por US$10,99 a caixa, que pode ser encontrada em lojas direcionadas a entusiastas de vinho e nos melhores restaurantes. As vendas da empresa cresceram de 7 mil caixas em 2008 para 25 mil no ano passado, e Cain estima que aumentará nesse ano para 35 mil. Apesar se receber propostas de 20 países, ele prefere manter o foco nas vendas dos EUA. O objetivo: 100 mil caixas ao final de 2013.

ESPECIAL:Pensando "dentro da caixa" - Depois do dilema das rolhas, agora está na hora de repensar as embalagens dos vinhos

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Da redação

Publicado em 26 de Maio de 2011 às 08:28


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