Região portuguesa estima crescimento de até 5% na vindima de 2026 com vinhas em excelente estado

por Redação
A Região Demarcada do Dão, uma das mais tradicionais áreas produtoras de vinhos de Portugal, projeta um crescimento de até 5% na produção durante a vindima de 2026 em comparação ao ano anterior. A estimativa foi divulgada pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão) com base no boletim de acompanhamento da safra elaborado em parceria com o Polo do Dão do CoLAB Vines & Wines, que também aponta perspectivas positivas para a qualidade das uvas.
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Segundo o levantamento, as condições climáticas registradas ao longo do primeiro semestre favoreceram o desenvolvimento das vinhas. O inverno, marcado por temperaturas moderadamente elevadas e chuvas abundantes, garantiu boas reservas de água no solo. Já a primavera, mais quente e relativamente seca, acelerou o ciclo vegetativo das videiras sem comprometer seu equilíbrio hídrico, criando um cenário favorável para a formação dos cachos.
Outro fator que reforça o otimismo é a baixa incidência de doenças nas plantações. De acordo com o boletim, apenas áreas pontuais apresentaram problemas fitossanitários, enquanto a maior parte dos vinhedos manteve bom estado vegetativo. Para a coordenadora do Polo do Dão do CoLAB Vines & Wines, Ana Rodrigues, os indicadores observados até o momento sugerem uma safra ligeiramente superior à de 2025, embora as condições meteorológicas das próximas semanas ainda sejam decisivas para confirmar a previsão.
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O presidente da CVR Dão, Manuel Pinheiro, destacou que a expectativa não se resume ao aumento do volume produzido. Segundo ele, o bom estado das uvas permite projetar uma colheita capaz de originar vinhos de elevado nível qualitativo, reforçando a reputação da região, conhecida por seus tintos elegantes e de grande capacidade de envelhecimento, além de brancos cada vez mais valorizados no mercado internacional.
Apesar do cenário positivo, os técnicos alertam que a estimativa ainda poderá sofrer alterações até o início da colheita. Episódios de calor extremo, estresse hídrico, queimaduras provocadas pelo sol ou diferenças no desenvolvimento entre castas ainda podem influenciar o rendimento final das vinhas. Mesmo assim, o panorama atual é considerado um dos mais promissores dos últimos anos para o Dão, reforçando a confiança dos produtores na safra de 2026 e na continuidade da valorização dos vinhos da região.