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Vinho - 27.Mai - China

Educar é o caminho para o mercado de vinhos na China


Para ingressar com sucesso no mercado chinês, produtores de vinho precisam investir em educação
Produtores ocidentais devem se concentrar em educar os consumidores chineses. Essa foi a principal questão que palestrantes e expositores no Vinexpo em Hong Kong colocaram essa semana.

Alguns veteranos no mercado oriental, como Camille Seghesio da Vinícola Família Seghesio de Sonoma, ou o varejista da loja de vinhos Aussino, Robert Shen, estão convencidos de que ensinar os consumidores chineses alguns conceitos básicos sobre o vinho é a chave para o sucesso.

"Educação e treinamento são fundamentais. Não precisamos entrar em detalhes, basta apenas passar a mensagem de que Napa significa Cabernet e Sonoma significa Zinfandel", disse Seghesio.

Um conceito chinês muito citado durante a exposição foi o de "cair a máscara". De acordo com alguns observadores, como Neil Hadley, da produtora australiana Taylors, as pessoas estão com medo de que suas "máscaras caiam" e elas mostrem a sua ignorância sobre o assunto. "Precisamos ensinar pelo menos o básico da diferença entre o Velho e o Novo Mundo", disse.

Robert Shen, dono de 200 lojas espalhadas por dúzias de cidade pelo continente asiático, concorda: "Se eu tivesse que me concentrar em alguma coisa, seria na educação do consumidor".

O império de Shen engloba guias de vinho - que vendem cerca de 80 mil por ano -  cursos afiliados ao Instituto Internacional de Vinhos Bordeaux e um centro educacional. "É importante, porque beber vinho na China não é uma tradição", ele adiantou, se referindo ao antigo costume chinês de acompanhar as refeições com chá.

Alguns produtores também destacaram a importância de se considerar as mulheres como vitais para o crescimento do mercado no continente. Uma pesquisa dirigida pela Vinexpo no começo deste ano mostrou que 50% das consumidoras em potencial de vinho são as únicas responsáveis pela compra da bebida em sua casa.

O diretor da Vinexpo, Robert Beynat, sugere que as mulheres chinesas tomam suas próprias decisões sobre os vinhos. Diferentemente dos homens que temem que "suas máscaras caiam", as chinesas não se mostram preocupadas com o que deveriam gostar, mas sim com o que, de fato, gostam. "Elas não tem medo da máscara cair. Estão mais abertas e mais curiosas no que procuram em um vinho", concluiu Beynat.

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Redação
Publicado em 27/05/2010, às 06h29 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h46


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