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Metabólitos do vinho

Novas pesquisas mostram que o consumo moderado de álcool pode proteger o cérebro de doenças neurodegenerativas


Um estudo publicado recentemente e realizado no Instituto de Pesquisas de Ciências Alimentares de Madrid reafirmou que o consumo moderado de vinho pode ajudar a proteger a cérebro de doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer, por exemplo.
A pesquisa liderada por Esteban Fernández, em vez de se focar no vinho, estudou os compostos que são deixados pela bebida após sua passagem pelo estômago, chamados de metabólitos. A equipe do pesquisador adicionou esses metabólitos aos neurônios e simulou condições propícias para o aparecimento de doenças degenerativas. Assim, eles descobriram que esses metabólitos preveniam a morte dos neurônios quando sob estresse.
De acordo com os cientistas, isso significa que a composição exata dos metabólitos é crucial para o efeito protetor e que essa composição depende da composição do microbioma do estômago. “Em outras palavras, diferenças no bioma levam a diferentes metabólitos, o que sustenta a ideia de que os humanos se beneficiam da comida de formas diferentes”, afirmou Fernández.
“Essa diferença individual é um fator que não pode ser negligenciado para entender os efeitos de certas comidas”, alertou.

Redação
Publicado em 19/09/2017, às 13h59 - Atualizado às 14h07


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