Revista ADEGA

O vinho é pop, rock, samba...

Da redação em 18 de Fevereiro de 2013 às 06:53

Nenhum outra bebida produzida pelo homem pode se vangloriar de participar da cultura popular e ao mesmo tempo ocupar espaço de destaque na mesa das pessoas mais influentes do mundo. Reis, príncipes, condes, barões, marqueses etc já ajudaram a promover a bebida direta e indiretamente, protegendo seus produtores e marcas favoritas e, com seu prestígio, tornando-os famosos.

Hoje, a história se repete. Porém, em um mundo em que as grandes celebridades, os formadores de opinião, já não são monarcas e seus correlatos, o papel de porta-bandeira do vinho recai sobre atores, músicos e outras inúmeras personalidades do showbiz. Se antes os Czares russos eram os grandes incentivadores do consumo de Champagne, por exemplo, recentemente houve até uma celeuma quando esses espumantes franceses viraram a preferência dos rappers, preocupando os produtores que não queriam suas marcas desvinculadas do mercado de altíssimo luxo.

Se algumas vezes as "celebridades" de antigamente já não se contentavam em apenas apoiar determinadas marcas, e acabavam tornando-se produtores, atualmente a coisa é muito mais direta. Cada vez mais personalidades apaixonadas por vinho estão entrando para valer nesse mundo, indo muito além de apenas ter um rótulo com seu nome, mas comprando propriedades e dando pitacos na elaboração.

É o vinho em simbiose com a cultura pop. E vale apontar que as entidades representantes do vinho nacional realmente inauguraram uma fase muito proativa, apostando, e bem, nessa vertente popular, ao patrocinar uma escola de samba em São Paulo. Sem perder suas tradições milenares, os rituais e respeito que o vinho merece, deve-se, sim, aproximá-lo do consumidor, explicá-lo, cantá-lo. Até porque a magia do vinho está em tornar toda ocasião um momento especial.

Quem concorda com isso é ninguém menos que Jean-Pierre Amoreau, proprietário do Château Le Puy - que virou uma febre na Ásia depois de seu vinho ter sido a estrela de um mangá. "Hoje nós intelectualizamos demais o vinho. Primeiro, precisamos beber e ter prazer, depois falamos sobre ele", sintetiza com a autoridade de quem procura produzir vinhos da mesma forma que eles eram feitos nos primórdios.

Enfim, nesta edição, ADEGA retrata esse fenômeno do vinho pop, no momento em que o mais famoso narrador esportivo brasileiro se torna acionista de um dos maiores grupos vitivinícolas do país. Em uma entrevista exclusiva, Galvão Bueno conta como chegou a isso.

Ainda no Brasil, falamos da mais nova IP, em Altos Montes. Depois, saímos rumo aos nossos vizinhos, trazendo os destaques da Patagônia argentina e dos Tannat uruguaios. E, por fim, para entender verdadeiramente como funciona o mercado de Bordeaux, pedimos ajuda a um influente négociant, nada menos que Christopher Cannan.

Saúde,
Christian Burgos e Arnaldo Grizzo


Editorial

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