Tratamentos estéticos à base de uvas estão na moda e se mostram mais eficientes que diversos outros
por Carolina Almeida

Uma das bebidas de maior tradição, o vinho adquiriu outras funções além da de saciar a sede e prover sabores para deleite. Hoje em dia, ele também é usado em diversas clínicas de estética e deu origem a locais conhecidos como Wine Spas.
Os tratamentos, nascidos na França, utilizam as propriedades das uvas para cuidar de questões ligadas à estética e à saúde. Já comum na França e em outros países com mais tradição vitivinícola, no Brasil está começando a ganhar notoriedade. O termo Vinoterapia, contudo, é patenteado e atualmente apenas seis spas no mundo podem usá-lo. Porém, como o nome já está bastante difundido, outras clínicas de estética acabaram adotando-o também.
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Apesar de ser considerada uma prática nova, há registros de tratamentos estéticos à base de vinho desde a antiga Grécia. Lá, era comum que as mulheres misturassem ervas nos vinhos para a elaboração de cremes faciais. Em seu livro “Os Demônios”, de 1871, Fiódor Dostoiévski já citava tratamentos à base de uvas: “[...] a inconsolável Praskóvia Ivánova viajara ao estrangeiro com a filha, aliás, também com a intenção de tratar-se à base de uvas, tratamento que também se dispunha a concluir em Vernex-Montreux [...]”
Em suma, a vinoterapia, como ficou conhecida, baseia-se na utilização de nutrientes e elementos da uva para elaborar extratos polifenólicos usados nos mais diversos tratamentos, como envelopamentos, esfoliações, massagens faciais e corporais e banhos vinoterápicos que têm a capacidade de ativar ou inibir enzimas, garantindo benefícios que vão desde a redução de rugas e antienvelhecimento até a revitalização da pele e relaxamento.
Deborah Villas-Bôas Dadalt, sócia-diretora do Hotel & Spa do Vinho Autograph Collection, classifica a vinoterapia como um conjunto de terapias e dermocosméticos desenvolvidos a partir da desestabilização dos polifenóis.
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“Em associação a vários outros ativos naturais, não apenas hidratam e nutrem a pele, mas atuam como protetores da membrana nuclear, protegendo-a da ação de radicais livres, estimulando a produção de enzimas importantes como colágeno e elastina e auxiliando na eliminação de toxinas. O efeito final é de profunda desintoxicação e comprovado rejuvenescimento”, garante Deborah.
Mas não se engane. Na vinoterapia, ao contrário do que o nome sugere, não é o vinho propriamente dito que é usado. Como o álcool é inadequado para a pele, pois causa irritação e estimula a produção de oleosidade, são utilizados os subprodutos do processo de vinificação, como o mosto, a casta, o bagaço e as sementes. E, como os benefícios provêm dos polifenóis, geralmente são usadas as variedades de uva tinta com maior concentração dessas substâncias.
Os tratamentos usados pela vinoterapia possuem diversos benefícios em todas as partes do corpo, desde o cabelo até os vasos sanguíneos. Podemos destacar 10 dos mais importantes:
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Depois desses tratamentos, ainda vale tomar uma taça de vinho, para garantir os seus benefícios também no combate às doenças cardíacas, do fígado, aos problemas cerebrais e promover uma vida mais saudável e equilibrada.