Vindima 2026 começa mais cedo no Vêneto

Calor acelera maturação das uvas, enquanto granizo deixa cenário desigual entre os vinhedos

Redação Publicado em 12/08/2026, às 11h41

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O Vêneto se prepara para iniciar a vindima de 2026 antes do calendário habitual. As primeiras colheitas são esperadas por volta de 15 de agosto e devem começar pelas variedades precoces, principalmente aquelas destinadas à elaboração de bases para espumantes. As condições das uvas são consideradas favoráveis de maneira geral, embora calor, tempestades e episódios de granizo tenham provocado diferenças importantes entre as áreas produtoras.

As temperaturas elevadas registradas durante a primavera e o verão aceleraram o ciclo vegetativo das videiras e anteciparam a maturação. Por isso, produtores intensificaram o monitoramento dos vinhedos para definir o momento ideal da colheita, considerando não apenas a concentração de açúcares, mas também acidez, maturação aromática e condições sanitárias.

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O avanço não ocorre da mesma forma em todo o Vêneto. Altitude, exposição solar, disponibilidade de água e condições meteorológicas locais fazem com que o estágio de maturação varie entre áreas de planície, regiões montanhosas e vinhedos próximos ao Lago de Garda. Nas zonas mais quentes, as uvas estão mais adiantadas, enquanto áreas elevadas e ventiladas conseguem preservar melhor a acidez.

Prosecco está entre os primeiros a entrar na colheita

Uma parcela importante das primeiras uvas colhidas será destinada aos espumantes, incluindo a produção de Prosecco. Nesses vinhos, preservar frescor e acidez é fundamental, o que aumenta a necessidade de acompanhar de perto a evolução dos frutos diante das altas temperaturas.

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O Prosecco chega à safra de 2026 também com medidas para administrar sua oferta. O Consórcio da DOC propôs uma ampliação temporária do potencial produtivo em até aproximadamente 300 mil hectolitros adicionais, utilizando áreas já consideradas aptas para a denominação. A medida não contempla as DOCGs Conegliano Valdobbiadene e Asolo.

Outro fator que pode influenciar o resultado da safra são as tempestades registradas durante julho. Em algumas áreas, a chuva ajudou a recuperar a disponibilidade hídrica dos solos; em outras, episódios de granizo atingiram os cachos e podem reduzir os rendimentos. Os impactos, porém, são bastante localizados e podem variar até mesmo entre propriedades próximas.

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Nas regiões dedicadas aos grandes vinhos tintos, a vindima deverá começar posteriormente. Em Valpolicella, um dos principais pontos de atenção são as uvas destinadas ao processo de appassimento. A integridade dos cachos, o equilíbrio entre açúcares e acidez e as condições sanitárias serão fundamentais para determinar a qualidade da matéria-prima.

Bardolino, Lugana, Custoza e as demais denominações próximas ao Lago de Garda também acompanham as últimas semanas de maturação. A influência do lago e a circulação de ventos podem amenizar os efeitos do calor, embora as chuvas e tempestades tenham produzido situações distintas entre os vinhedos.

As primeiras estimativas indicavam uma produção potencialmente próxima à de 2025, quando o Vêneto colheu cerca de 14,7 milhões de quintais de uvas e produziu aproximadamente 11,4 milhões de hectolitros de vinho. O volume de 2026, no entanto, só poderá ser avaliado com maior precisão após o avanço da colheita.

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