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Vinho - 15.Jul - Produção de rolhas

Após crise, indústria de cortiça se revigora com programas de pesquisa


Enquanto a colheita da cortiça começa na floresta de Montado, na região de Alentejo, em Portugal, a indústria de rolhas está emergindo de uma década de crise, já que são inúmeras as medidas criadas para lacres alternativos.

Divulgação
O inexorável aumento de lacres de roscas e vedantes sintéticos nos últimos dez anos tem seguido a crise global bancária e, em Portugal, o colapso da economia. Diversas companhias de médio porte quebraram.

"Mais de cinco dúzias de empresas de rolhas foram compradas ou fecharam nos últimos cinco anos", disse Carlos de Jesus, da Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor).

"Entre as últimas, a maior companhia que fechou foi Vinocor, com companhias de cortiça de médio porte, como FOC e ACT, também passando pelo processo de falência".

Amorim, o maior produtor de cortiça do país, insiste que seu melhor ano foi o de 2010 e que "crescendo entre 20 e 25%. É uma indústria tradicional, mas nós podemos ser inovadores de diversas maneiras".

A indústria portuguesa de cortiça "aumentou as exportações em 2010 em 8% e no primeiro trimestre de 2011, 7%", Jesus adicionou, atribuindo esse crescimento ao grande investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Amorim desenvolveu uma máquina que eles chamam de GC TCA Detector, capaz de analisar rolhas individuais para TCA (composto que produz um sabor de rolha ou mofo). Ela tem será testada de setembro a dezembro desse ano e, se os resultados dos testes forem positivos, 25 das máquinas serão produzidas por sobre todas as plantas manufaturáveis.


Outra pesquisa envolve investigar a produção de "rolhas técnicas" - aquelas feitas de terra e grânulos de cortiça natural - a diferentes preços, e examinando se e porquê cortiça tem vantagens ante lacres alternativos, em termos de permeabilidade.

De Jesus disse que a indústria moderna de cortiça está enfrentando desafios sem precedentes e está convencido de que o meio é convencer os produtores de vinho que a rolha é fidedigna.

"Nós não voltaremos nunca os dias cômodos dos anos 80", disse de Jesus. "Mas o que a indústria de cortiça precisa é de consistência".


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Redação
Publicado em 15/07/2011, às 07h36 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h47


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