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Vinho - 06.Abr - Leilões

Ásia supera EUA nos leilões do primeiro trimestre


Em novembro de 2009, o crítico de vinhos da revista Wine Spectator James Suckling questionou "quanto tempo demorará para que Hong Kong passe Nova York como o centro dos leilões de vinho?", e, segundo algumas estimativas, a resposta pode ser "no primeiro trimestre de 2010".

O registro de quatro leilões realizados em Hong Kong de janeiro a março de 2010 superou os realizados nos EUA em 17% - a arrecadação foi de $28,501,810 e $24,343,625, respectivamente.

Apesar disso, as vendas norte-americanas estão maiores do que no ano passado. Alguns preços chegaram a aumentar 6%, continuando com a tendência de ascensão que foi iniciada há seis meses. "Isso mostra que o mercado é forte e que os vinhos de valor alto têm grande demanda", afirmou Charles Curtis chefe da casa de leilões Christie's.

Pelo que consta, dois terços dos vinhos colocados em leilão superaram os preços previstos. O Château Laville Haut Brion Pessac-Léognan White 1995, por exemplo, ultrapassou em 358% a meta inicial e foi vendido a $252 cada garrafa. Já uma garrafa do Château Pétrus 1947 chegou a $7,260 (aumento de 332%).

Segundo Paul Hart, chefe executivo e um dos donos leiloeira Hart Davis Hart, "os resultados do primeiro trimestre de 2010 foram impulsionados pela forte licitação de colecionadores na Ásia, Europa e América do Sul, mas o núcleo do mercado continua a ser os EUA".

Hong Kong, no entanto, atrai mais "gastadores". O preço por lote em Hong Kong chega a ser três vezes mais caro que nos EUA. "O apetite por vinho em Hong Kong é insaciável", garante John Kapon, presidente da divisão de leilões da Acker. A loja estabeleceu um recorde ao vender um "superlote" de vinhos Lafite, contendo 70 garrafas de safras de 1799-2003 por $330,155.

Não é de se admirar que muitos colecionadores norte-americanos agora estejam olhando para o leste quando se trata de leiloar as garrafas de suas adegas, na esperança de conseguir preços exorbitantes.

Entretanto, é possível que na medida em que o mercado de Hong Kong amadureça, os preços caiam até chegar na média mundial.

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Redação
Publicado em 06/04/2010, às 14h11 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h46


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