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Vinho - 10.Abr - Ciência

Cada tipo de vinho pede uma taça diferente. Por quê?


O vinho pode ser considerado sinônimo de glamour e requinte. Alguns chegam a custar fortunas, e cada tipo pede uma taça diferente. Mas não é só pelo "status" que isso ocorre. Muitos não sabem, mas o papel chave da taça de vinho é realçar algumas características da bebida.

Durante séculos, os elementos básicos do design das taças não tiveram mudança alguma. Há algumas décadas, podíamos ver em pinturas seculares cálices iguais aos que usávamos. Mas nos últimos tempos, alguns estudos científicos guiaram mudanças substanciais nas taças de vinho.

O austríaco Claus Josef Riedel teve papel fundamental nessas mudanças. Em 1950, ele descobriu que o volume, a forma, o diâmetro, o acabamento e a espessura do vidro eram determinantes para guiar o "caminho" dos aromas até o nariz e precisar os toques do vinho no paladar.

De fato, se considerarmos o mapa da posição das papilas gustativas, percebemos que cada região é responsável por um sabor. O doce na ponta, o salgado dos lados, e amargo na parte de trás.

Por conta disso, direcionar o vinho à região onde será melhor saboreado é essencial. Georg Riedel, filho e sucessor de Claus, afirmou que certa vez promoveu uma degustação na qual determinado vinho era servido na taça apropriada. Nela foram apreciados o aroma, flavor e sabor. Depois, colocando este mesmo vinho num outro recipiente, a bebida foi classificada como de baixa qualidade ou até mesmo de varietal distinta.

A partir deste teste ficou claro que o tamanho da abertura e a curvatura da taça alteram o arranjo de aromas, que são dispostos de acordo com sua densidade e gravidade específica. A taça errada pode modificar a ordem em que os aromas são experimentados.

O formato também pode realçar sabores particulares, tais como frutas ou especiarias, orientando-os para os respectivos receptores gustativos, técnica eficaz na minimização de certas qualidades menos desejáveis de alguns vinhos. O diâmetro da abertura não pode ser deixado de lado, já que aumenta a taxa de oxidação do vinho, permitindo que os taninos integrem-se melhor. É por isso que esse tipo de taça é ideal para os vinhos tintos.

Inspiradas por Riedel, diversos industriais desenvolveram modelos específicos de taças. Para David Cable, da companhia East Beach Wine, "um vinho não exprime todo o seu valor a não ser que esteja sendo degustado na taça certa".

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Redação
Publicado em 10/04/2010, às 11h05 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h46


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