Vinho - 13.Dez - Saúde

Empresa farmacêutica interrompe desenvolvimento de remédio à base de resveratrol


Atribui-se ao vinho diversos benefícios à saúde
A empresa farmacêutica GlaxoSmithKline interrompeu o desenvolvimento da SRT501, uma droga ainda experimental que tinha como base o resveratrol, substância presente no vinho tinto e à qual se atribuem vários benefícios à saúde.

A Glaxo anunciou na semana passada que cessaria todos os testes da droga, após o SRT501 não ter um impacto significativo em pacientes com câncer e até mesmo agravar alguns problemas de rim. "O resveratrol, que é o principal ingrediente do SRT501, tem sido estudado extensivamente e mostra vários efeitos benéficos em animais", disse Melinda Stubbee, diretora de comunicações de pesquisa e desenvolvimento da GlaxoSmithKline. "Infelizmente, as doses deste composto que tem se mostrado benéficas [em animais] são relativamente impraticáveis em estudos humanos".

Os benefícios de saúde do resveratrol tem sido foco de diversos estudos nos últimos anos. Os investigadores descobriram que o composto presente nas uvas, bem como outros alimentos como amendoim, mirtilos e cranberries, pode prolongar a vida de camundongos, protegendo-os de várias doenças.

O composto é parte do sistema imunológico da videira e ajuda a combater os invasores. Uma vez que é absorvido pelo vinho tinto durante o processo de fermentação, os pesquisadores têm debatido se o resveratrol é, pelo menos, parcialmente responsável por benefícios do vinho à saúde. Algumas das primeiras drogas experimentais baseados em resveratrol foram desenvolvidas pela Sirtris, uma empresa com sede em Massachusetts. Os resultados foram considerados promissores o suficiente para que a Glaxo investisse US $ 720 milhões no desenvolvimentos de mediamentos à base da substância.

GlaxoSmithKline recentemente revisou os estudos do SRT501, observando que, após análise detalhada, a droga demostrou ser minimamente eficaz. Além disso, revisaram, também, os casos de insuficiência renal em pacientes do estudo. Embora as complicações renais fossem devidas à doença, não à droga, os efeitos secundários da droga indiretamente levaram à desidratação, o que acelerou a falência renal.

No entanto, a GlaxoSmithKline não está interrompendo todo o trabalho sobre as drogas à base de revesratrol. Stubbee explicou que a empresa está agora concentrando esforços nas moléculas sintéticas que ativam as mesmas proteínas que o resveratrol ativa dentro das células. "Atualmente temos dois destes compostos de última geração, o SRT2104 e o SRT2379, em vários ensaios clínicos exploratórios", disse Stubbee. "Os compostos químicos não têm nenhuma relação com o SRT501."

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Da redação

Publicado em 13 de Dezembro de 2010 às 13:21


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