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    Estremadura: Da missa à mesa

    por Redação

    Com uma rica herança histórica e cultural, a região da Estremadura, em Portugal, não apenas se destaca pela vasta produção vinícola, mas também por abrigar séculos de tradição e inovação no cultivo de uvas. Das encostas banhadas por rios bucólicos até mosteiros que resistiram ao tempo, cada taça carrega uma história que remonta às práticas dos monges da Ordem de Cister, os primeiros a elaborar vinhos na região para as celebrações religiosas. Hoje, essa diversidade de sabores e estilos torna a Estremadura um verdadeiro tesouro para os amantes do vinho.

    De localização privilegiada, a região da "Estremadura", se estende a partir de Lisboa, ao sul, subindo quase até a cidade de Coimbra, e é identificada como uma das maiores regiões vitivinícolas do país, em termos de área de vinha e de produção de vinho.

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    Foi na região que se instalaram diversas Ordens Religiosas, com destaque para os seguidores de São Bernardo, a famosa Ordem de Cister, cujo um dos principais objetivos era a elaboração de vinho para a celebração das missas. O mosteiro fica até hoje bem próximo aos rios Alcoa e Baça, daí o nome Alcobaça. Um dos principais patrimônios históricos desta área é justamente o Museu Nacional do Vinho.

    Na parte mais meridional da "Estremadura" encontram-se três Denominações de Origem: "Bucelas", "Carcavelos" e "Colares". É na primeira destas que melhor vegeta a casta Arinto, responsável pela definição das principais características, como a cor citrina, o sabor e aroma frutados e um acídulo muito particular. Os vinhos são secos, leves e quando envelhecidos ganham um belo tom amarelo- dourado. Estes excepcionais brancos são bem representativos da Denominação de Origem Controlada.

    LEIA TAMBÉM: As casinhas de pedra no meio dos vinhedos da Borgonha

    As invasões napoleônicas e mais tarde a Guerra Peninsular tornaram este vinho famoso também na França e na Inglaterra, onde virou hábito da corte consumi-lo.

    • Em Carcavelos, de onde saem brancos de fama internacional, o vinho é mais licoroso, delicado, de cor topázio, com toque aveludado e um certo aroma amendoado que se reforça com o envelhecimento. Por toda essa diversidade de qualidades, especialistas costumam descrevê-lo como um vinho generoso.
    • Já o D.O.C. Colares é produzido numa pequena zona vitícola, cujos vinhos tintos se apresentam com uma forte cor rubi, são ásperos, mas com o tempo ganham um aveludado e bouquet excepcionais. São vinhos que precisam estagiar um mínimo de dezoito meses em madeira e mais três meses em garrafa, o que se torna um entrave à sua comercialização, mas fazem da região uma espécie de templo para os conhecedores desse vinho.
    • Mais ao centro da Estremadura encontram- se as vinhas que foram reconhecidas pelas suas características de elevada qualidade, dando origem às Denominações de Origem Controlada de "Alenquer", "Arruda "e "Torres Vedras". Esta última, é uma região vitícola de longa tradição, que se estende numa zona de relevo suave e na qual se produzem excelentes D.O.C.s tintos e brancos.
    • Em Alenquer subsiste o mosteiro de São Francisco, erguido em 1222, o primeiro da ordem franciscana em Portugal e sobrevivente do grande terremoto de 1755.
    • Ainda podemos encontrar a D.O.C. Arruda, para vinhos tintos e brancos, embora os tintos, de grande reputação, tenham cor aberta, sejam vivos e de precoce evolução. Rapidamente ganham um aveludado e uma maciez típicos da região. Os brancos, de cor amarelo-palha são leves e aromáticos, com um ligeiro frutado.
    • No extremo norte da região, pela especificidade das suas características vitícolas, são ainda produzidas na região, aguardentes de Denominação de Origem Controlada Lourinhã.
    • Na região abrangida pela D.O.C. Óbidos encontram-se vales onde se cultiva milho, trigo, árvores frutíferas e onde a história se faz presente nos inúmeros monumentos. O espaço reservado às vinhas é o das encostas com pouco declive e clima mediterrânico temperado.
    • Já por onde passam rios bucólicos e serras com grutas absolutamente fantásticas encontramos as vinhas com direito à DO Encostas d'Aire, que engloba duas sub-regiões: as de "Alcobaça" e de "Ourém".

    E pensar que uma garrafa com um vinho da Estremadura jamais chegaria à nossa mesa não fosse pela iniciativa dos monges que precisavam do vinho para rezar suas missas.

    Principais castas

    • TINTAS Aragonez, Castelão, Baga, Trincadeira, Ramisco, Touriga Nacional, Touriga Franca, Caladoc, Syrah, Tinta Miúda, Alicante Bouschet, Amostrinha, Cabernet Sauvignon, Camarate, Jaen, Preto Martinho e Tinta Barroca
    • BRANCAS Arinto, Alicante Branco, Alvadurão, Boal Espinho, Malvasia Rei, Tália, Fernão Pires, Malvasia, Tamarez, Vital, Rabo de Ovelha, Seara Nova, Alicante Branco, Chardonnay, Seara Nova, Ratinho, Jampal, Marquinhas, Sauvignon, Viosinho e Galego Dourado

    Características dos vinhos

    • TINTOS
    • DO "Alenquer" - São vinosos, vivos e brilhantes enquanto jovens, intensos e equilibrados, com raro bouquet quando estagiados e envelhecidos.
    • DO "Encostas d'Aire" e "Óbidos" - São leves, de cor rubi, suaves e perfumados.
    • DO "Arruda" - Ligeiramente abertos de cor, vivos e com aroma acentuado, denotam de uma maneira geral uma precoce evolução, adquirindo rapidamente um aveludado e maciez.
    • DO "Torres Vedras" - De cor granada acastanhada, de aroma vinoso, intenso e com certa adstringência quando jovens, adquirindo com o envelhecimento uma maciez, elegância e aveludado.
    • DO "Carcavelos" - Vinho licoroso, delicado, de cor topázio, aveludado, com um certo aroma amendoado, adquirindo um perfume acentuado e característico com o envelhecimento.
    • DO "Colares" - De cor rubi, é áspero e adstringente quando novo, mas com a idade, ganha aroma, amacia e ganha tonalidade de casca de cebola.
    • BRANCOS
    • DO "Encostas d'Aire" e "Óbidos" - De cor citrina e aroma e sabor frutados.
    • DO "Colares" - De cor citrina apresenta um fresco perfume com gosto frutado que melhora com a idade
    • DO "Alenquer" - De qualidade notória, com destaque para os de meia encosta de exposição a sudoeste. São vinhos aromáticos, cheios e persistentes no sabor.
    • DO "Arruda" - De cor amarelo palha, com algum corpo, manifestam um ligeiro frutado e com sabor denotando um ligeiro acídulo.
    • DO "Torres Vedras" - De cor citrina, são vinhos frutados, aromáticos, revelando uma frescura de sabor e um certo acídulo.
    • DO "Bucelas" - De cor citrina, possuem um sabor e aroma frutados e um acídulo característico da casta Arinto. São secos, leves e quando envelhecidos ganham um belo tom amarelo dourado e aromas terciários complexos. Os vinhos espumantes brancos, dadas as características do vinho base, apresentam-se com aroma e sabor bastante frutados, acentuada frescura e uma bolha fina e persistente, que lhes confere uma excelente qualidade.

    Entidades certificadoras

    • A certificação dos vinhos DOC s de Arruda, Alenquer, Encostas d'Aire, Óbidos, Torres Vedras é feita pela Comissão Vitivinícola Regional da Estremadura, assim como a do Vinho Regional "Estremadura".
    • A certificação dos vinhos DOCs de Carcavelos, Colares e Bucelas é feita pela Comissão Vitivinícola Regional de Bucelas, Carcavelos e Colares.
    • A certificação da Aguardente Vínica da DOC Lourinhã é feita pela Comissão Vitivinícola Regional de Lourinhã.

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