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Europa se arma para combater vinho do novo mundo


O setor do vinho na União Européia está desembocando em uma crise, apesar dos bons recursos naturais que a região apresenta para o plantio de vinhas. Esse alerta foi dado pela comissária européia da Agricultura, Marianne Fischer Boel, durante um congresso realizado terça-feira 22 em Bruxelas que apresentou algumas idéias para uma futura reforma no setor europeu de vinho.

Segundo estatísticas da Comissão, houve uma queda no consumo de vinho nos países europeus produzidos na região. No entanto, importações de produtos oriundos da Austrália, África do Sul e China tiveram um aumento de dez por cento nos últimos dez anos, enquanto as exportações declinaram. A Comissão prevê que o excesso de produção vinícola atinja 155 da produção anual até 2011.

Entre as medidas possíveis estão a extração de 400 mil hectares de vinhas nos próximos cinco anos, numa área total de 3,4 milhões, e a oferta de ajuda aos produtores menos competitivos para abandonar o setor. Serão investidos 2,4 milhões de euros. A chamada "destilação da crise", para transformar o vinho excedente em álcool industrial ou biocombustível, por enquanto, não será considerada. Outra medida em discussão é a proibição da utilização de açúcar para aumentar o teor alcoólico da bebida. Os debates seguem até o fim deste ano, quando deverá ser entregue um projeto completo da reforma no setor.

Fernando Roveri
Publicado em 23/06/2006, às 10h59 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h43


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