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Vinho - 19.Jul - Gigante asiático

Grandes vinícolas investem em produção na China


Apesar de não ser reconhecida por produzir vinhos de grande qualidade, a China vem atraindo cada vez mais vinícolas para suas regiões vitivinícolas. A espanhola Torres e o famoso Château Lafite da França já demonstraram interesse em começar a produzir bebidas em terras do gigante asiático.

"Nossa intenção é fazer o melhor vinho possível, mas não necessariamente o melhor vinho do mundo", disse o diretor do Château Lafite na China, Gerar Colin.

De acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o solo chinês está sedento por vinho, ainda mais agora que se tornou o sexto maior produtor do mundo, superando a Austrália.

"O Chile é como o El Dorado, lá é muito fácil fazer vinhos", disse o professor e pesquisador de Bordeaux, Denis Dubourdieu. "Mas a China não é. O norte é muito frio, o sul é muito quente e as monções durante julho e agosto ameaçam uma colheita imatura", completou. De acordo com o professor as complicações não são insuperáveis, mas as melhores zonas para a viticultura na China ainda não ficaram evidentes. Según los expertos, la forma de la botella indica que es de finales del XVIII, y ha sido enviada, con su contenido, a especialistas del champán en Francia para que lo analicen.

Para o diretor geral da sede em Shanghai da vinícola espanhola Torres, as cinco principais adegas que ocupam 90% do mercado chinês se orientam mais pela quantidade do que pela qualidade. "A produção de vinhos bons representa menos de 1% do total produzido", disse.

 Apesar das dificuldades, o entusiasmo da China pelo vinho parece não diminuir. Em 2009 mais de um bilhão de garrafas foram consumidas no país e a área vitivinícola aumentou 6,1% de 2006 até o ano passado. A produção, segundo a OIV, cresceu cerca de 10,7%.

"Sabemos que a China está crescendo muito rápido e produzindo cada vez mais vinhos, ainda que a qualidade deles seja medíocre", disse o famoso enólogo francês Michel Rolland. "Mas acredito que todos os países do mundo, se voltarmos algum tempo atrás, também fizeram vinhos medíocres em algum momento. A China está apenas começando e os chineses não são tontos. Serão sim capazes de produzir bons vinhos em um futuro próximo", explicou.

Mas isso não acontecerá do dia para a noite. O diretor do grupo Lafite, Christophe Salin afirmou ter passado 15 anos procurando uma oportunidade adequada na China e que não espera vender nenhum vinho antes de 2015.  

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Redação
Publicado em 19/07/2010, às 07h29 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h46


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