Vinho - 01.Jul - Reino Unido

Na esperança de serem adotados pela indústria do vinho, dois termos genéricos para espumante inglês são criados


Divulgação
Espumante Britagne, da Coates & Seely
A produtora Coates & Seely, com base em Hampshire, cunhou o termo "Britagne" - pronunciado "Britânia" - na esperança de que será adotado para espumante inglês.

Christian Seely, diretor da divisão de vinhos da AXA Millésimes, a qual inclui Chateaux Pichon-Longueville em Bordeaux e Quinta do Noval em Portugal, acredita que o espumante inglês deveria ter seu nome genérico próprio, para ter maior prestígio e refletir o seu crescente destaque.

Lançando o seu primeiro vinho na semana passada, um espumante rosé feito com 65% Pinot Noir e 35% Pinot Meunier, Seely e o co-fundador Nicholas Coates disseram que seu sonho era que em um período de cinco, dez, ou talvez cem anos, as pessoas talvez entrem em um bar e peçam uma taça de Britagne.

"Nós não acreditamos que 'Vinho Espumante Inglês' ou 'Vinho Espumante de Qualidade' faz jus ao nosso produto - é literal demais", disse Seely. "É como chamar um Jaguar de Carro Britânico".

Vinhos teriam que aderir a um certo critério para poder ser designado "Britagne" - feito de uvas de Champagne, e com a segunda fermentação ocorrendo na garrafa. O método de produção seria referido como "Méthode Britannique".

"Um importante princípio fundador seria demandar um nível mínimo de qualidade, mas para tolerar as diferenças no estilo", disse Seely. "A indústria de espumante inglesa está em um estágio criativo, e não seria certo ditar um estilo".

As reações quanto a essa nomenclatura foram as mais diversas. O CEO da produtora Nyetimber, Eric Hereema, se recusou a comentar o termo, disse apenas que a indústria inglesa de espumante ainda está na sua infância. "Ainda é cedo demais para uma categoria, e cedo demais para decidir um nome".

Mike Roberts, CEO da Ridgeview, outra grande produtora inglesa, tem planejado, em contraponto, no termo "Merret" como um possível nome genérico do espumante inglês. O físico e cientista inglês Dr Christopher Merret foi o primeiro a documentar a adição deliberada de açúcar para a produção do vinho espumante, no século 17.

Ridgeview é dona atualmente dos direitos autorais desse termo e o usa nos seus produtos, mas prevê que seja uma marca de propriedade pública utilizada por produtores credenciados que preencheram os critérios de produção rigorosos - "nós teríamos virtualmente os mesmos regulamentos que em Champagne, se não ainda mais estreito".

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Da redação

Publicado em 1 de Julho de 2011 às 08:20


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