Números do vinho

Após a tormenta da crise no fim de 2008, o que aconteceu com o mercado de vinhos importados no Brasil?


Natalia Araujo

O que houve com as importações de vinhos no Brasil neste primeiro semestre de 2009? Ao fim de 2008, com a crise financeira, todos esperavam o pior para todos os mercados, não somente no vinho. Após fechar os números do primeiro semestre de 2008, que países aumentaram sua participação no mercado brasileiro e quais perderam terreno?

Sendo assim, segue o mais recente levantamento do mercado de vinhos importados no Brasil no primeiro semestre de 2009, comparando com igual período ano anterior (2008). Conforme o previsto, houve uma queda de 1,923% em valor e de 0,871% em volume, refletindo muito a variação no mercado de capitais a partir de setembro de 2008. Assim manifestaram-se os principais players do mercado:

1. CHILE - Novamente deverá fechar o ano como principal exportador, com 33,55% de Share Value (valor de mercado) e 38,42% de Share Market (participação de mercado), apresentando um crescimento de 1,457% em valor e de 2,130% em volume. Como neste ano há uma desgravação aduaneira, que estabelece o produto chileno próximo de 9% de I.I. (Imposto de Importação), provavelmente ele eguirá com esta tendência de crescimento.

2. ARGENTINA - Também segue a tendência de consolidação como o segundo maior exportador ao Brasil, mas apresentando um Share Value de 23,63% e Share Market de 27,03%, com crescimento próximo ao apresentado durante todo o ano de 2008, de 4,789%.

3. PORTUGAL - Destacamos a performance equilibrada deste exportador, não sofrendo muita alteração em sua participação há alguns anos, com um Share Value de 14,25% e Share Market de 11,11%. Observe-se que seus vinhos possuem um custo médio de US$ 3,07 e com posicionamento constante de valoração.

4. ITÁLIA - Foi o país que apresentou a maior queda entre os cinco primeiros players, com decréscimo de 17,493% de Share Value e com representatividade de 12,05%. Ainda se está levantando alguns dados na origem para identificar a razão para tamanha queda.

5. FRANÇA - Também apresenta uma queda acentuada de 9,848% de Share Value e com participação de 9,08%.

6. DEMAIS PAÍSES - Observa-se uma queda de 4,939% em Share Value. Conforme os dados acima, o primeiro semestre sempre apresenta uma queda, pois é um período típico de reposição. No segundo semestre, mantendo as paridades cambiais vigentes, espera-se um quadro mais animador e diz-se que grandes redes de mercado iniciaram conversações para o fim do ano.

Portanto, provavelmente, em janeiro de 2010, haverá uma situação mais otimista. O mercado atual já desovou grande parte do estoque remanescente e já se observa uma demanda de aquisição e reposição de produtos.

*Análise de caráter informativo, sem nenhum valor econômico e de responsabilidade do autor.

Adão Morellatto

Publicado em 10 de Agosto de 2009 às 07:00


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Artigo publicado nesta revista