por Alexandre Saconi
Após debates sobre a Organização Comum do Mercado (COM) do vinho, a União Européia (EU) decidiu tomar uma atitude drástica, mas não tão grave quanto pensada inicialmente. Foi proposto o corte de cerca de 200 mil hectares de parreiras, a metade do proposto inicialmente. O corte atingirá de maneira proporcional à produção os 27 países da UE. Outra duas propostas prevêem a liberalização do mercado do vinho em 2014 e o fim dos financiamentos à destilação. Ainda há uma cláusula a ser discutida que é a proibição da importação de mostos para a produção da bebida. As regiões que mais sofrerão com o corte serão aquelas que produzem vinhos de baixa qualidade ou que tem pouco escoamento no mercado. Assim as terras onde são plantadas as uvas estarão livres para outras culturas. Em Portugal, crê-se que a região a ser mais afetada será a do Ribatejo, devido a pouca qualidade da bebida ali produzida. As regiões da Bairrada e do Douro não serão influenciadas pela medida, já que seus vinhos possuem grande saída.
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