Empresa britânica rebate acusação de fraude com vinhos

The Antique Wine Co deu resposta à acusação feita por colecionador. Pedido de indenização chega a US$25 milhões


A empresa britânica The Antique Wine Co (AWC) emitiu uma réplica ao processo em que é acusada pelo colecionador norte americano de vinhos raros, Julian LeCraw Jr, de vender garrafas falsas dos Châteaux Yquem, Lafite e Margaux. O colecionador pede US$ 25 milhões em indenização. 

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Maureen Downey verifica a autenticidade e conclui que vinhos realmente são falsos

Em 2006, LeCraw entrou em processo contra a AWC quando adquiriu um exemplar falso da safra 1787 de Yquem por US$ 90 mil, considerado, na época, o vinho branco mais caro do mundo. A ré é acusada de realizar a venda deste e de outros produtos falsificados como 12 garrafas de Lafite-Rothschild das safras 1784 e 1906, e o 1908 Margaux, mas nega veementemente.

Na audiência do dia 25 de abril, a AWC informou liberou mais detalhes de como obteve a certeza da autenticidade dos vinhos fornecidos a Julian LeCraw no momento da compra. Sobre o caso do Yquem 1787, a empresa disse que deu ao advogado do queixoso uma carta emitida em 1995 pelo Château d’Yquem confirmando a autenticidade do rótulo.

A AWC se ateve a dois pontos levantados por LeCraw durante o processo. O primeiro diz respeito à alegação feita por Julian de que o Comte Alexandre Lur Saluces, de Yquem, não poderia ter verificado a autenticidade do Yquem 1787 em 2007, como consta no rótulo, porque o mesmo deixou o Château em 2004. Em represália, a empresa confirmou que Lur Saluces verificou a autenticidade do vinho em 2007, mas não na propriedade, e sim, na sua própria casa.

O segundo ponto é com relação à ação de LeCraw que diz que os falsificadores haviam feito um "erro desleixado" com vários rótulos do Château Lafite e que a AWC deveria ter tido conhecimento. Além disso, a ação também dizia que alguns rótulos das garrafas de Lafite informavam que o processo na qual foram re-arrolhadas ocorreu entre 1979 e 1983, sendo que o logotipo do produtor presente nas garrafas continha itens que atestam que tal processo foi feito pela primeira vez em 1988.

Julian LeCraw então contratou a perita Maureen Downey, da Califórnia, para examinar os vinhos. Maureen concluiu em sua análise que os vinhos realmente eram falsos.

Da redação

Publicado em 6 de Maio de 2014 às 09:47


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