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Vinho - 28.Jul - Tradição x Modernidade

Produtores europeus resistem às mídias sociais


No dia 21 de julho deste ano, o Facebook chegou aos 500 milhões de usuários, enquanto o Twitter já ultrapassou os 100 milhões. As redes sociais estão se tornando formas cada vez maiores e melhores para se divulgar qualquer conteúdo. Primeiro, por seu alcance e, em segundo lugar, por sua interatividade.

Enquanto os produtores do chamado "Novo Mundo" do vinho aderem cada vez mais a essa realidade, muitos vinicultores ainda se mantém desdenhosos quanto a essa nova era. Uma pesquisa realizada com 532 produtores e enólogos franceses mostrou que mais de 80% deles não utiliza nenhuma página social.

"O vinho é uma bebida vinculada às redes sociais. Prefiro tomar parte na conversa, antes que falem de mim", disse Ian Morden, enólogo neozelandês. Seu colega, Nicolas Audebert, diz estar impressionado com o alcance das redes sociais, mas ao mesmo tempo aterrorizado com o quão "irritante" isso pode se tornar. "Toda a minha vida estava 'online' antes mesmo de eu mesmo estar 'online'", disse ele.

Laura Bianchi, parte da terceira geração de uma família italiana de vinicultores diz não ter tempo para essas mídias. Dessa forma, como em muitas outras adegas, essa tarefa fica sobre cuidado do departamento de marketing.

Não é suficiente, no entanto, apenas disponibilizar uma página em uma rede social. O público procura interatividade com seus produtores favoritos e com aqueles que gostaria de conhecer melhor. A vinícola californiana St. Supery, por exemplo, contratou um sommelier, não apenas para atuar no Twitter e no Facebook pela adega, mas também para realizar degustações virtuais.

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Redação
Publicado em 28/07/2010, às 08h25 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h47


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