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Vinho - 27.Jul - Pesquisa

Resíduos da produção de vinho podem ser utilizados pela indústria farmacêutica e alimentícia


A Universidade Nacional de Cuyo de Mendoza está realizando diversos estudos sobre os resíduos de vinho. Um deles se destacou por investigar o uso de resíduos para a indústria farmacêutica.

Divulgação
Após a vinificação sobram diversos resíduos reutilizáveis
Andrea Antoniolli, pesquisadora da faculdade de Ciências Agrárias, contou que na bodega, após a vinificação sobram diversos resíduos: líquidos, sólidos orgânicos (bagaço, borras, caules) e outros soídos (restos de embalagem, entre outros). Deles, os que são utilizados são os segundos.

O bagaço é o resíduo originado no processo de prensa, e consiste principalmente em sementes e casca. A borra é o resíduo sólido que contem o vinho e que se decanta por precipitação.

"A todos se deve realizar uma extração dos compostos bioativos, os polifenóis, com métodos que não sejam nocivos para a saúde. Por exemplo, se se utiliza um solvente de extração, esse não deve deixar resíduos tóxicos", explicou Antoniolli.

Esses polifenóis possuem ações antioxidantes e são usados em produtos farmacêuticos e cosméticos principalmente, além da industria alimentícia e até mesmo como fungicida.

A especialista esclareceu que atualmente as borras, por lei, devem ser levadas à destilaria, onde se extrai ácido tartárico e álcool. Os bagaços, por sua vez, geralmente são coletados e levados à destilaria para obtenção de álcool e outros subprodutos. "O bagaço já utilizado é depois usado como adubo", disse Antoniolli. "O uso dos caules é menos definido: em geral são queimados, espalhados pelas ruas ou utilizados na produção de compostos orgânicos (fertilizantes)".

Atualmente, Antoniolli e uma equipe liderada pelo doutor Rubén Bottini trabalham em um projeto para extrair polifenóis desse tipo de resíduo, analisá-los e identificar as diversas espécies químicas.

Em seguida, irão estudar o efeito, tanto dos extratos brutos como os componentes principais isoladamente, sobre a atividade antiplaqueta no sangue humano e o cultivo de células. O objetivo, entre outros, é descobrir seus benefícios sobre a saúde.

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Redação
Publicado em 27/07/2011, às 10h36 - Atualizado às 13h47


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