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A sete chaves

Adega francesa possui 20 milhões de garrafas em seu subsolo

A adega Pommery e sua riqueza no subterrâneo


Uma propriedade singular, moderna e extravagante para produzir o Champagne da antiga Maison Pommery, fundada em 1836. Esse era o desejo da viúva Jeanne-Alexandrine Louise Pommery, mais conhecida como Madame Pommery. Trinta e dois anos mais tarde, sua vontade foi realizada em um terreno de 51 hectares, naquela que seria a maior construção do século na cidade francesa de Reims, região de Champagne-Ardenne.

O projeto, porém, só foi completamente finalizado em 1888. Quase um século e meio mais tarde, a beleza dessa obra continua a encantar. Tanto que turistas de todas as partes do mundo vão apreciar esta construção que atrai cerca de 90 mil visitantes por ano.Uma propriedade singular, moderna e extravagante para produzir o Champagne da antiga Maison Pommery, fundada em 1836. Esse era o desejo da viúva Jeanne-Alexandrine Louise Pommery, mais conhecida como Madame Pommery. Trinta e dois anos mais tarde, sua vontade foi realizada em um terreno de 51 hectares, naquela que seria a maior construção do século na cidade francesa de Reims, região de Champagne-Ardenne.

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Ao projetá-la, os arquitetos tiveram a ordem de se focar completamente nos delicados moldes ingleses. Foi assim que decidiram aplicar o estilo elisabetano neogótico, com cadeias de tijolos vermelhos combinados com um revestimento azul acinzentado. O motivo da escolha demonstrou, além de beleza, um excelente instinto de marketing: os ingleses são os maiores consumidores de Pommery e, portanto, sempre se sentiriam em casa no estabelecimento. Da mesma maneira, os jardins não possuem muros que os cerquem, fazendo com que todos sintam-se bem-vindos.

O domínio da Pommery é formado por um prédio, onde ficam os funcionários, outro para a produção do Champagne, além de sete alas especiais para recepções, como casamentos e coquetéis. Apesar de o estilo inglês remeter ao clássico, a indicação era que neles prevalecesse o espírito de vanguarda. Pensando nisso, os edifícios foram projetados em forma de H, com poucas paredes divisórias.

A modernidade dessa decisão está no fato de eles contrariarem completamente as estruturas arquitetônicas das tradicionais casas de Champagne. Outra intenção era incentivar a expansão futura desse tipo diferenciado de construção.

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Estilo elizabetano neogótico marca o prédio

Beleza escondida

Enganam-se aqueles que imaginam que a maior beleza de Pommery está à vista de todos. Sua parte mais encantadora esconde-se a 30 metros debaixo do solo. São galerias de caves onde, desde a inauguração, já estavam guardadas 20 milhões de garrafas de Champagne à meia-luz. Hoje, são 25 milhões, sendo que a cada ano são produzidas outras 4,5 milhões.

No espaço, estão armazenadas, inclusive, as maiores relíquias da vinícola, como os mais antigos cuvées de Maison Pommery. Para chegar ao local, os visitantes precisam entrar em uma cave, localizada logo acima da bela escadaria de 116 degraus. Eles precisam ser percorridos, pois são a única conexão do subsolo com o mundo exterior. title=

Ao descê-los, encontram-se belíssimas esculturas em baixo-relevo. As galerias subterrâneas foram construídas simultaneamente à parte superior. Sua área ocupa nada menos do que 18 quilômetros de adegas crayères galego-romanas ambientadas com uma temperatura constante de 10oC. Os túneis que compõem toda a área do subsolo foram cavados por mineiros belgas e franceses.

Esses túneis formam galerias cujos nomes são homenagens de Madame Pommery às cidades do exterior que foram conquistadas comercialmente. Mais um ato da viúva para agradar àqueles que ela deseja que se sintam em casa na Pommery.

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Thalita Fleury
Publicado em 05/04/2016, às 16h50 - Atualizado às 16h50


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