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Vinho de Thomas Jefferson pode ser falsificado


Um lote de vinhos de Bordeaux que pertenceu a Thomas Jefferson pode ser falsificado. Na época em que foi leiloado, o lote foi autenticado por um perito da famosa casa britânica de leilões Christie's. O caso já chegou à justiça e o FBI está nas investigações.

Uma das pessoas mais prejudicadas é o diretor do departamento de vinhos da Christie's, em Londres, Michael Broadbent, que autenticou o vinho. De acordo com o The Sunday Times, que teve acesso a documentos do tribunal, três meses antes de ir à venda, em 1988, a leiloeira foi avisada pela Monticello, a propriedade de Jefferson, na Virgínia (EUA), de que aquele vinho nunca tinha pertencido ao terceiro presidente dos Estados Unidos. Um multimilionário norte-americano pagou nesse ano 350 mil euros por quatro garrafas, que, ao que tudo indica, não valem mais do que 3500 euros.


Thomas Jefferson, autor da declaração de independência de seu país, era um connaisseur de vinhos e mantinha um registro detalhado do que tinha na sua adega. Diz a história que brindou à independência dos EUA com Vinho Madeira, ao lado de eorge Washington. O lote de Bordeaux não consta nos registros. Por isso, o FBI já intimou a Christie's e outra leiloeira, a Sotheby's, para revelarem os detalhes de transações de vinhos antigos.

Fernando Roveri
Publicado em 12/03/2007, às 14h46 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h44


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