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Vinho - 14.Jun - Wine Export Forum

Visando o mercado internacional, EUA e União Européia firmam leis comuns referentes à rotulagem de vinhos


Divulgação
O fórum ocorreu na Universidade da Califórinia, nos dias 2 e 3 de junho
Mudanças significativas nos níveis de população e aumento tanto de novas marcas de vinho como marcas privadas apontam para uma mudança no consumo na indústria mundial de vinho. Para tanto, compreender os diferentes sistemas de regulamentação permite adotar medidas que alinhem a legislação do vinho.

Uma iniciativa de cooperação para facilitar o acordo de comércio de vinho entre a União Européia e os EUA está ajudando a trazer certa consistência às leis de rotulagem do vinho.

Enquanto a UE pode finalmente entrega sua decisão atrasada a respeito dos "termos tradicionais" da produção vinícola, aqueles como Chateau, Classic, Ruby, entre outros, as corporações dos EUA precisam se manter atentos a violações da rotulagem de produto, já que penalidades severas ainda podem ser impostas.

Os impactos de mudanças recentes e iminentes relativas às leis de rotulagem na UE inspiraram uma conferência internacional com fim de estabelecer padrões comuns de exportação, a Wine Export Forum. Especialistas dos maiores mercados de vinho do mundo - EUA e UE - compareceram a esse fórum que ocorreu nos dias 2 e 3 de junho, na Universidade da Califórnia, Davis.

Dr. Daniel Sumner, diretor do Agricultural Issues Center da Universidade da Califórinia, enfatizou a importância de critérios comuns para o comércio internacional entre a União Européia e os Estados Unidos. A mudança mais significativa é o rápido declínio do consumo tradicional na Europa, o que alterou o caráter da indústria mundial do vinho.


Os quatros maiores países produtores de vinho são Itália, França, Espanha e EUA. A produção crescente do "Novo Mundo" fez, contudo, que o monopólio europeu reduzisse. Mesmo assim, os EUA, que se tornaram o país que mais consome vinho, importam a bebida principalmente da Europa.

Novas leis européias referentes à rotulagem entraram em vigor em agosto de 2009, e elas continuam a estimular produtores que queiram exportar vinho. De acordo com o representante Paolo Fabris, professor da Universidade de Turin, na Itália, vinhos no mercado ou rotulados antes de 31 de dezembro no ano passado que cumprem as regulamentações anteriores podem ser exportados apenas à UE, até os estoques estarem esgotados.

As novas regras pretendem providenciar uma representação melhor das características do vinho. Requerimentos obrigatórios incluem a categoria do vinho, Designação do Vinho (PDO, em inglês) ou Indicação Geográfica (PGI), teor alcoólico, empresa que produz e a que engarrafa o vinho, açúcar e sulfitos. Requerimentos opcionais incluem ano da safra, variedade da uva e método de produção.

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Redação
Publicado em 14/06/2011, às 06h47 - Atualizado em 27/07/2013, às 13h47


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