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Wiese & Krohn: dois noruegueses e a troca de Vinho do Porto por bacalhau


A qualidade dos vinhos é reforçada pelas idade das vinhas, algumas muito velhas, pelo seu modo de condução e a densidade de plantação, entre outros fatores. Tudo isso é convertidos em pontos, cuja soma determina a classificação da propriedade. Na Quinta do Retiro Novo a soma excede 1200 pontos, que a faz pertencer ao restrito grupo de quintas classe 'A'

A Wiese & Krohn começou como uma pequena empresa, fundada em 1865 pelos noruegueses Theodor Wiese e Dankert Krohn, cuja atividade baseava-se na exportação de Vinho do Porto para os mercados escandinavos e para a Alemanha.

A vinícola foi administrada pela família Falcão Carneiro de 1933 até 2013, quando foi comprada pelo grupo Taylor's, um dos mais prestigiados produtores de Vinho do Porto.

 

Os vinhos são feitos na Quinta do Retiro Novo, em Sarzedinho, um pequeno povoado no vale do Rio Torto. Fatores como a natureza do solo, a altitude, a localização, a baixa produtividade e a inclinação das vinhas contribuem para a qualidade dos vinhos da Wiese & Krohn lá produzidos

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Mas, afinal, como dois noruegueses chegaram ao Vinho do Porto? Na Europa do século XIX, o Porto era usado como moeda de troca por bacalhau.

 

A reputação contruída pela empresa ao longo dos séculos veio graças aos seus Vinhos do Porto envelhecidos em cascos, particularmente os Colheita. A Krohn faz parcerias com fornecedores tradicionais do Douro e é igualmente conhecida pelos seus Vintage elegantemente constituídos no vale do Rio Torto

 Hoje, a vinícola produz seus próprios rótulos a partir de uvas de sua Quinta do Retiro Novo, e também mantém parcerias com fornecedores tradicionais do Douro, adquirindo volumes adicionais de Vinho do Porto para envelhecimento e engarrafamento. Seus estoques chegam a mais de 5 milhões de litros.

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Da redação

Publicado em 30 de Maio de 2020 às 17:13