Brilho que os anos não apagam

Após um século, Bvlgari continua na lista das mais desejadas do mundo


Belezas como as de Angelina Jolie, Nicole Kidman, Kate Hudson, Demi Moore, Charlize Theron são cultuadas mundo afora. Exemplos como estes, de perfeição de formas, são considerados eternos. Porém, é certo que o encanto destas mulheres um dia irá se esvair e restará apenas uma imagem. mas, destes retratos, permanecerá ainda outra coisa. Seus adornos. E, a vislumbrar a beleza etérea, está a Bvlgari.

Kate hudson, beleza com adornos Bvlgari

Sotirio Bulgari, descendente de família grega, ainda era um artesão que trabalhava com esculturas em prata e ferro quando decidiu abandonar a pequena vila de Epirus e tentar a sorte na itália. Foi aí que, em 1884, abriu sua primeira loja, na via Sistina, Roma. As mudanças não tardaram: Bulgari deixou as esculturas e entrou para o universo das pulseiras, cinturões e pequenas jóia

Suas peças foram tão aceitas pelos italianos que ele não demorou a se tornar um reconhecido ourives. A loja crescia e se modificava, tornando-se um local em que as pessoas podiam encontrar presentes elegantes e talheres cinzelados. Sua fama era tanta que uma de suas primeiras clientes célebres foi a filha de Benito mussolini.

A via Condotti sediou o segundo espaço de vendas Bvlgari (com a grafia do "u"em grego), aberto em 1905, graças à ajuda dos filhos Constantino e giorgio. Após mais de um século, essa continua sendo a principal loja no mundo. os dois irmãos tiveram papel importantíssimo para o desenvolvimento da marca, devido ao forte interesse que tinham por pedras preciosas e jóias.

Nas primeiras décadas do século XX, a Bvlgari estava entre as mais desejadas grifes internacionais. um marco que contribuiu significativamente para isso foi a mais famosa criação de Constantino - um par de brincos de diamantes, safiras, rubis e esmeraldas em estilo Art deco. Eles foram expostos na internacional de Artes e Joalheria de Paris, em 1925. A peça que se tornou símbolo da grife, porém, só foi lançada durante os anos 40: o inconfundível relógio de serpente, feito com elos de ouro e diamantes. Neste momento, as jóias já eram o maior destaque das vitrines e podiam ser vistas adornando os membros das mais nobres famílias européias.

Este período marcou a história da marca porque representou uma libertação quanto aos padrões franceses de feitura de jóias que era seguido até então. Com isso, a Bvlgari passou a criar um estilo próprio, inspirado no classicismo grego e romano e com um toque de renascença italiana.

Novos rumos
Durante a década de 70, a Bvlgari deixou de ser um privilégio apenas da elite italiana para estar presente também em nova york, Paris, genebra e monte Carlo. Nesta época, foi lançado o modelo Tubogas, uma atualização do já consagrado relógio de serpente, que ganhou um bracelete flexível com elástico de ouro feito de maneira completamente artesanal.

fotos: Bvlgari/divulgação

Mas esses não foram os únicos fatos importantes da década. Em 1977, o estilo Bvlgari passou a ser utilizado na criação da primeira coleção de relógios da grife. no mesmo ano, foi lançado um clássico nesse segmento: o Bvlgari Bvlgari, que possui o logo gravado na catraca externa em baixo relevo. Em seguida, com novos materiais como titânio e alumínio, modelos cada vez mais diversificados apresentaram gravação do nome da marca. Todos fabricados na Bvlgari instalada em Neuchâtel, Suíça, onde grandes relojoeiros da época, como Daniel Roth e G érald Genta, foram colocados para trabalhar.

A partir dos anos 80, a expansão internacional continuou sob o comando dos netos do fundador, Paolo e nicola Bulgari. houve ainda variação de produtos, já que a partir do início da década de 90, além de ampliar a linha de relógios, também foi lançada a primeira fragrância, a Bvlgari Eau Perfumée, à base de chá-verde; além de diversos acessórios como gravatas, canetas, bolsas etc. hoje (e para sempre), qualquer peça Bvlgari, indubitavelmente, é um símbolo de beleza.

Thalita Fleury

Publicado em 22 de Outubro de 2008 às 08:52


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Artigo publicado nesta revista