Revista ADEGA

Oásis da metrópole

Visto como um respiro de natureza na cidade, o Central Park é o refúgio preferido dos milhares de nova-iorquinos que procuram distração

Carolina Almeida em 11 de Novembro de 2011 às 16:28

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Mencionar a palavra "parque" quase sempre nos remete a sentimentos como calma, tranquilidade e relaxamento. Os parques são lugares onde, por pelo menos algumas horas, esquecemos a rotina pesada que o dia-a-dia moderno nos obriga e aproveitamos a natureza e tudo o que ela proporciona. Quando a palavra em questão é "Central Park" então, não é preciso dizer mais nada. O parque mais famoso dos Estados Unidos atrai turistas de todos os cantos do mundo e é considerado pelos norte-americanos como um oásis em meio aos arranha-céus típicos de Nova York. Seus 3,4 km² são o mais perto que muitos chegam da natureza anualmente e o refúgio que encontram quando a loucura da cidade se torna insuportável. Apesar desse presente glorioso, o Central Park teve um início digno de dramalhão mexicano, e podemos dizer que ele conheceu os dois extremos: foi do inferno ao céu, onde permanece até hoje.

Em 1811, houve uma série de planejamentos urbanos para a cidade de Nova York. Com o passar do tempo e também por consequência dessa urbanização, a população de Nova York foi crescendo até que, em 1855, quadruplicou. Com essa explosão populacional vieram problemas básicos, como o aumento significativo de edifícios e casas e a quase total falta de área de lazer para todas aquelas pessoas. Antes mesmo de se atingir essa marca, em 1844, houve uma comoção geral pela construção de um parque público, encabeçada pelo poeta e editor do Evening Post, William Cullen Bryant. Todos pediam por um local similar ao Bosque de Bolonha, em Paris, ou do Hyde Park de Londres. A pressão popular foi tanta que, em 1853, o legislativo de Nova York designou uma área de 700 acres, que ia desde a 59ª até a 106ª Street, para a criação de um parque.

Após a escolha da melhor ideia, batizada de "Greensward Plan", o projeto foi iniciado e demorou cerca de 16 anos para ser totalmente finalizado.

O plano
O parque em si é cheio de inovações, ideias tiradas de inúmeras viagens pela Europa e "melhoradas". A maior novidade para a época foi o sistema de circulação separada para pedestres, cavaleiros, carroças e veículos. O Plano de Greensward ainda contou com a construção de 36 pontes, construídas em estilo neogótico em pedra xisto ou granito.

Antes mesmo de a construção começar, foi necessária uma "limpeza geral", que desabrigou toda a população que vivia na área, a maioria dela composta por pessoas pobres, ex-escravos ou imigrantes de origem inglesa.

Em 1860, o projeto ganhou um terreno adicional de 65 acres e a construção acelerou de ritmo. Como o solo da região não era fértil e substancial o bastante, mais de 14 mil metros cúbicos de terra foram trazidos de Nova Jersey, que possibilitaram a plantação de árvores, arbustos e flores. Ao todo são mais de 4 milhões de árvores representando aproximadamente 1,5 mil espécies.

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Central Park foi construído depois de pressão popular em meados do século XIX e demorou 16 anos para ser finalizado

Período negro
Durante quase 50 anos, o parque passou por um período de decadência. Do início do século XX até a metade dele, o Central Park foi praticamente abandonado. A falta de interesse da polícia local, unida à dissolução da Comissão do Central Park e aos novos hábitos da população, transformaram- no num local inseguro. A banalização do automóvel e a prática de esportes modificaram o ambiente tranquilo do parque. Por conta da falta de policiamento, era comum deparar-se com atos de vandalismo ou até mesmo sofrer assaltos. Árvores mortas, bancos quebrados, sujeira no chão e falta de iluminação eram outros problemas que os visitantes tinham que enfrentar durante o passeio.

Em 1934, o primeiro passo em busca do renascimento do parque foi dado, com a eleição de Fiorello La Guardia como prefeito de Nova York. Uma de suas primeiras ações foi unificar os departamentos existentes e desburocratizar os assuntos relacionados à manutenção de todos os parques nova-iorquinos. Em um ano, ele conseguiu limpar os parques da cidade, replantar árvores, arbustos e flores, reparar pontes e fazer todo o tipo de ajuste. Além disso, deu aval para a criação do Great Lawn, um "tapete verde" de 55 hectares que é um dos gramados mais famosos do mundo todo. Ainda hoje o lugar é o mais concorrido para piqueniques ou para apanhar algum sol durante o verão.

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Até 1950, o parque foi um local perigoso, por falta de policiamento, além de ter ficado abandonado

Era dos eventos
As décadas de 1950 até 1980 ficaram conhecidas como "A Era dos Eventos", uma vez que diversas atrações foram trazidas para o parque, a fim de popularizá-lo novamente. Nessa época, por exemplo, ganharam forma o ringue de patinação Wollman Rink, o Teatro Delacorte, com seus espetáculos de verão, e a casa de teatro Shakespeare.

No parque ainda temos outras atrações que encantam os visitantes, como o Playground Billy Johnson, o zoológico infantil Tisch, o famosíssimo relógio musical Delacorte, o Teatro de Marionetes Swedish Cottage, o Grand Army Plaza e as mais diversas atividades aquáticas.

Ainda hoje um dos locais mais visitados é a Strawberry Fields, uma pequena área em homenagem a John Lennon, que foi assassinado próximo ao local.

Para ajudar na manutenção do parque e evitar que ele voltasse a ser perigoso, em 1980, o prefeito Edward Koch atribuiu a administração dele à Central Park Conservancy, uma fundação que arrecadava fundos para as despesas do lugar.

Manifestações
Durante a década de 1960, o Central Park foi o local escolhido para grandes eventos, como apresentações musicais, manifestações e eventos hippies. Alguns protestos contra a Guerra do Vietnã, por exemplo, foram feitos lá, assim como shows de Elton John e Diana Ross, que tinham por objetivo valorizar a imagem do parque.


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