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  • Elemento radioativo

    Como o césio-137 pode revelar a idade e a autenticidade dos vinhos

    Segundo cientistas, elementos radiativos que se encontram no ambiente desde 1945 – começo da era nuclear – vão auxiliar a identificar a idade dos vinhos

    por Redação

    elemento radiativo
    Pesquisadores têm desenvolvido uma técnica que utiliza a presença de elementos radioativos para identificar a idade e a autenticidade de vinhos

    Uma técnica que identifica a idade dos vinhos a partir da identificação de elementos radioativos, como o césio-137, presentes no meio ambiente desde 1945, ano do primeiro teste de armas nucleares, vem sendo desenvolvida nos últimos anos e pode tornar mais fácil a identificação das safras e autenticidade dos vinhos.

    De acordo com o professor do departamento de engenharia nuclear da Universidade da Califórnia, Peter Hosemann, o césio-137 provém de testes nucleares e é depositado pelo solo, chegando às plantas e frutos através de suas raízes. "No caso do vinho, pequenas quantidades do elemento se introduzem nas uvas e ficam presas no líquido durante o processo de engarrafamento", explicou. "Provavelmente, todo o vinho engarrafado depois de 1945 contém traços do elemento", completou.

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    Pesquisadores da Agricultural University of Athens concordam com a eficácia dessa técnica. Essa visão está relatada em um artigo publicado em 2012, no qual determinavam a origem geográfica dos alimentos ao analisar elementos raros presentes nos solos, como partículas radioativas.

    De acordo com o artigo, as diferenças dos elementos de alimentos coletados de diferentes regiões têm sido correlacionadas não só com as condições climáticas, mas também com as práticas culturais utilizadas nas vinhas, bem como com as tecnologias usadas no processo de vinificação.

    Os cientistas estão otimistas com a técnica por conta de sua capacidade de auxiliar no combate à fraude de alimentos raros e bebidas. "A análise de isótopos como principal elemento torna o método muito robusto e à prova de falsificação, uma vez que uma modificação artificial é muito difícil", explicou um artigo publicado na revista Food Chemistry, em 2013.

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