Dicas práticas para acertar na escolha do vinho ideal em diferentes ocasiões
por Christian Burgos

Escolher um vinho para presentear pode gerar insegurança, especialmente quando o presenteado aprecia a bebida e tem algum conhecimento sobre o tema. Ao longo de anos de convivência com enófilos, degustações, conversas e trocas de experiências, a Revista ADEGA consolidou um conjunto de critérios que ajudam a tornar essa escolha mais segura e significativa.
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A seguir, reunimos um modelo prático de decisão, organizado em dicas, que considera gosto pessoal, contexto, história e intenção por trás do presente — fatores que costumam pesar mais do que o preço da garrafa.
Sempre que possível, parta das preferências já conhecidas da pessoa: uma região específica, uma uva favorita, uma vinícola ou até um enólogo em particular. A partir disso, você pode optar por um vinho que se destaque dentro dessa categoria, seja por uma safra especial, reconhecimento crítico ou relevância histórica.
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Outra abordagem interessante é surpreender com algo inusitado, mas coerente com o gosto do presenteado — como oferecer um Pinot Noir de uma região emergente a alguém habituado aos exemplares clássicos. Nesse caso, vale explicar a escolha no bilhete que acompanha o presente, contextualizando a proposta. Já quando o destaque for o valor da garrafa, a recomendação é deixar que o vinho fale por si.
Conhecer o prato preferido do presenteado ou aquilo que ele gosta de preparar na cozinha pode facilitar bastante a escolha. Um vinho pensado para harmonizar com esse prato específico demonstra atenção e cuidado. Consultar guias especializados, como a seção Melhor Vinho, ou recorrer à orientação de um bom sommelier pode ajudar a refinar a decisão.
O vinho está profundamente ligado ao conceito de terroir, o que amplia as possibilidades de escolha. A origem familiar do presenteado, uma viagem marcante ou até a nacionalidade de um ídolo podem servir como ponto de partida. Um vinho espanhol para um fã de Rafael Nadal ou um francês para quem admira o Tour de France são exemplos simples e eficazes.
Em contextos profissionais, a origem da empresa ou do mercado de atuação do presenteado também pode orientar a escolha. O importante é evitar soluções óbvias e buscar conexões que façam sentido dentro da história da pessoa.
Alguns vinhos se conectam diretamente a temas como cinema, música, esportes, arte ou astronomia — seja pelo nome, pelo rótulo ou pelo próprio produtor. Vinhos ligados a nomes como Francis Ford Coppola, Greg Norman ou projetos com identidade artística clara podem transformar o presente em algo ainda mais pessoal.
Essa abordagem funciona especialmente bem quando o presenteado tem interesses bem definidos fora do universo do vinho.
Escolher uma safra relevante é uma das formas mais clássicas e eficazes de personalização. Anos ligados a acontecimentos marcantes — nascimento de filhos, casamento, formatura, promoções ou conquistas profissionais — costumam ter forte valor simbólico.
Embora safras mais antigas possam ser raras ou caras, trabalhar com datas recentes também é perfeitamente válido e igualmente significativo.
Presentear com um vinho caro é mais simples, mas nem sempre é o que mais toca quem recebe. Relevância, contexto e intenção costumam pesar mais do que o valor da garrafa. Na prática, os diferentes critérios apresentados aqui podem — e devem — se combinar.
Pesquisar, refletir sobre o perfil do presenteado e escolher com cuidado transforma o ato de presentear em uma experiência mais rica, tanto para quem oferece quanto para quem recebe.
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