A região se destaca pelo cultivo das castas Pinot Noir e Chardonnay e pela produção de espumantes
por Redação

A Borgonha é uma das mais tradicionais regiões produtoras de vinho do mundo, onde práticas vitivinícolas persistem desde a idade média. Situado ao leste da França, destaca-se pelo cultivo de castas Pinot Noir para tintos e Chardonnay para brancos, e pela produção de espumantes, como o famoso Crémant.
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São quatro sub-regiões divididas ao longo de 28 mil hectares aproximadamente, onde vinhos tintos aromáticos representam 34% das plantações, e vinhos brancos minerais ou encorpados 48%. Além destas castas, 10% são Gamay, 6% Aligoté e 2% de variedades raras como Sauvignon Blanc, César, Pinot Beurot, Sacy, Melon, entre outros.
O clima é continental, de alta amplitude térmica, com solos formados por movimentos geológicos da era terciária que deram origem a uma mistura de terras de argila, calcário e marne. Para a Pinot Noir, o ideal são solos macios, de alta porosidade, bastante calcários e bem drenados. Já a Chardonnay prefere solos argilosos de calcário.
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Côte d’Or (Costa de Ouro) é a sub-região mais prestigiada, onde são produzidos alguns dos melhores e mais caros vinhos. Mas além dela, há também a Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte Chalonnaise e Mâconnais.
São mais de 100 denominações de origem controladas (AOCs), organizadas em quatro níveis de qualidade. A Régionale é a classificação mais simples em que os vinhos recebem o rótulo “Bourgogne” e correspondem a 23% do total, com 84 denominações.
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Na Village, o rótulo passa a trazer o nome do vilarejo produtor, representando 34% e reunindo 44 denominações. Já a Premier Cru, de alta classificação, destaca no rótulo o nome da área específica de cultivo das uvas, somando 11% e cerca de 640 climats. Por fim, a Grand Cru, a maior delas, reúne os vinhos de elite, com apenas 33 denominações, ocupando 2% da área total.
Os climats são pedaços específicos de terra que, graças ao clima e à geologia, combinados com a ação humana e as uvas, geram vinhos singulares. Eles geralmente representam vinhedos Grand e Premier Cru. Já os lieux-dits tendem a representar partes ainda mais singulares dentro de algumas denominações ou climats e nem sempre aparecem nos rótulos e tampouco estão registradas como denominações oficiais francesas.
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Além destes rótulos, também há selos voltados aos negociantes que compram uvas de pequenos produtores para criar os vinhos com o selo “négociant-éleveur” ou compram vinhos prontos e atribuem o selo “négociant”. Também tem aqueles que possuem o vinhedo, cultivam a própria uva internamente.
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