Espumante francês registra avanço global, conquista varejistas do Reino Unido e impulsiona novos investimentos

por Redação
O consumo de espumantes do tipo Crémant segue em expansão na Europa e no Reino Unido, mesmo com a retração registrada pelo setor vitivinícola francês nos últimos anos. Dados de associações de produtores mostram que, enquanto as exportações de vinho da França recuaram novamente em 2024 e o Champagne enfrentou queda de 9,2% nos embarques, as vendas de Crémant avançaram 5,9%, somando 114,5 milhões de garrafas comercializadas.
O movimento tem sido liderado por casas tradicionais como Gratien & Meyer, que ampliaram a presença do espumante em experiências gastronômicas e ações de enoturismo. Na unidade de Saumur, por exemplo, harmonizações com chocolates artesanais e menus específicos no restaurante da propriedade têm sido utilizadas para apresentar diferentes estilos do Crémant de Loire e reforçar o posicionamento do produto.
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A estratégia acompanha o crescimento da demanda internacional, que segundo a gestão da Freixenet Gratien, braço francês da Henkell Freixenet, as vendas da marca mais que dobraram desde 2018, com destaque para Reino Unido, Alemanha, Áustria e países nórdicos.
O interesse renovado pelo Crémant se reflete no varejo britânico. A rede Morrisons afirma vender hoje seis vezes mais do espumante do que quando lançou sua primeira opção há seis anos. Em Waitrose, o Crémant já supera o Cava em vendas e registrou alta de 9% no último ano. A Marks & Spencer também ampliou o portfólio, citando forte procura por rótulos como Crémant de Bourgogne e Crémant d’Alsace.
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A diversidade regional é outro motor do crescimento. Produzido em oito denominações francesas e no Luxemburgo, o Crémant mantém o método tradicional de segunda fermentação em garrafa, mas expressa perfis distintos conforme terroir e uvas locais. No Loire, o Chenin Blanc dita o estilo; já a Alsácia responde por mais da metade da produção nacional, com espumantes frescos e frutados, que ganharam espaço inclusive como aperitivo em bares e pubs.
Com a demanda em alta, produtores ampliam volumes e desenvolvem novas cuvées. Na Alsácia, Cave de Turckheim pretende expandir linhas após crescimento de 15% em três anos, enquanto outras vinícolas investem em envelhecimentos mais longos e propostas de maior valor agregado.
O cenário indica que o Crémant consolidou seu papel como alternativa acessível ao Champagne — mantendo método, estrutura e diversidade regional, mas com preços mais competitivos.
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