Pesquisa indica que radiação solar causa mais danos às videiras do que calor e seca isolados

por Redação
Um estudo publicado na revista científica OENO One concluiu que a radiação solar intensa pode causar mais danos ao desempenho fotossintético das videiras da variedade Shiraz do que o calor extremo ou a falta de água isoladamente. A pesquisa foi realizada no Vale de Barossa, na Austrália, e avaliou como as plantas respondem à combinação de ondas de calor, déficit hídrico e elevada exposição ao sol, condições cada vez mais frequentes em regiões produtoras de vinho.
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Os pesquisadores monitoraram vinhas durante o verão de 2022/2023, comparando plantas irrigadas e submetidas à restrição hídrica. O experimento também explorou diferenças na incidência de luz entre os dois lados das fileiras de videiras. As folhas mais expostas ao sol apresentaram queda significativa na eficiência da fotossíntese, especialmente quando a alta radiação foi combinada com estresse hídrico.
Os resultados mostram que a irrigação contribui para reduzir parte dos impactos das ondas de calor, mas tem efeito limitado quando as folhas permanecem expostas à intensa radiação solar. Mesmo após a redução das temperaturas, os pesquisadores observaram que as videiras demoraram vários dias para recuperar o funcionamento normal do sistema fotossintético, indicando que os efeitos do estresse podem persistir além do período de calor extremo.
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Segundo os autores, as conclusões reforçam a necessidade de novas estratégias de manejo nos vinhedos, como ajustes no desenho das fileiras, manejo do dossel vegetativo e até o uso de telas de sombreamento em regiões mais quentes. A pesquisa também evidencia os desafios impostos pelas mudanças climáticas à viticultura, especialmente para variedades cultivadas em áreas sujeitas a secas prolongadas e ondas de calor cada vez mais frequentes.
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