Não beba, deguste!

A sommelière Débora Breginsky inicia esta seção de dicas falando de algo essencial na hora de degustar um vinho


ADEGA inicia uma seção que traz dicas daqueles especialistas que geralmente percebem todos os "erros" de quem consome vinhos em restaurantes: os sommeliers. Nesta edição, quem tem a palavra é a responsável pela carta de vinhos do restaurante Dressing, em São Paulo, Débora Breginsky.

Para ela, degustar o vinho é fundamental. Pode parecer banal dizer isso, mas sentir seus sabores e aromas é o que faz dele uma bebida tão apaixonante. Para isso, é importante que, ao tomar um gole de vinho, você não o faça rapidamente. Prolongue-o ao máximo, caso contrário só sentirá o sabor do álcool.

A sommelière paranaense, desde os 21 anos, mora em São Paulo e, há onze, fez de sua paixão por vinhos a sua profissão. Nestes anos todos, Débora não cansa de ver um erro básico acontecer: que levante a primeira taça quem nunca escolheu um vinho branco para acompanhar uma carne vermelha, ou então um tinto para servir com um peixe. Pois é, quem nunca escolheu o vinho errado, pode, um dia, escolher, conta ela.

A relação de Débora com o vinho vem da infância. A responsável por introduzi- la neste inquietante mundo foi a sua avó que, nas manhãs frias de Curitiba, dava-lhe pão molhado no vinho. "Assim eu ia quentinha para escola!". Formada em Hotelaria e Turismo, ela se mudou para a capital paulista para trabalhar com automobilismo. No entanto, Débora sempre quis conhecer mais a fundo aquela bebida que fazia parte de sua vida.

Foi quando começou a procurar por cursos de vinho em São Paulo. Acabou participando de duas degustações no restaurante Fasano e por lá ficou por dois anos como assistente do sommelier da casa. A partir de então, o automobilismo ficou em segundo plano. Depois de passar seis meses na Itália estudando, Débora veio trabalhar em restaurantes da metrópole paulista, como o Canvas, do hotel Hilton, e, há cinco anos, assina a carta de vinhos do Dressing.

Lidiane Ferreira

Publicado em 4 de Março de 2009 às 13:45


Artigo

Artigo publicado nesta revista