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Seca na Itália

Norte da Itália declara estado de emergência devido à seca severa

Emilia-Romagna, Friuli Venezia Giulia, Lombardia, Piemonte e Veneto receberão apoio do governo para combater a seca que afeta a região


Vinhedos do norte da Itália sofrem com a seca
Vinhedos do norte da Itália sofrem com a seca

Segundo portais de notícias europeus, cinco províncias italianas declararam estado de emergência devido à seca severa que assola a região.

Emilia-Romagna, Friuli Venezia Giulia, Lombardia, Piemonte e Veneto abrigam regiões vinícolas como Langhe, Valpolicella e Franciacorta e os produtores dessas regiões já afirmaram que não há reservas de água no solo para finalizar a safra 2022.

A seca severa vem afetando o norte da Itália há vários meses, após um inverno em que caiu muito pouca neve e depois uma primavera muito seca além de três anos consecutivos com precipitações abaixo da média, 2019, 2020 e 2021.

A situação começou a ser vista com maior preocupação no mês de junho quando o Consórcio de Barbera d'Asti e Vini del Monferrato, que cobre cerca de um terço dos vinhedos no Piemonte e Veneto, avisou que a situação poderia se tornar “verdadeiramente dramática”, nas palavras do presidente do órgão, Filippo Mobrici.

Andrea Lonardi, diretor de operações da Bertani Domains no Veneto, disse ao WineNews.It que a Itália, como nação, deveria estabelecer um sistema para fazer “escolhas de médio e longo prazo” para lidar com o problema da seca e melhor gestão da água. “Até os anos 2000, as mudanças climáticas tiveram efeitos positivos e alguns territórios mudaram de qualidade. Hoje, no entanto, a situação mudou completamente e vejo algumas regiões com dificuldades, uma situação que causa profunda preocupação”, disse Lonardi que destacou ainda que, além das regiões do norte, Toscana, Úmbria e Marche, também enfrentam uma situação delicada na questão climática.

Seca na Itália, chuva na França

Se na Itália o problema é a falta dela, na França, em regiões como Bordeaux, produtores elataram uma tempestade com granizo que dizimou vinhedos e frustrou as esperanças dos viticultores que tinham como objetivo repor totalmente os estoques de uvas e vinho após os sérios problemas encontrados nos últimos anos com a pandemia e o clima que já não vem sendo um grande aliado do vinho francês.

"Foi apocalíptico, com pedras de granizo do tamanho de bolinhas de gude, sem água”, diz Patrick Farbos, presidente do departamento de marketing da Armagnac. A tempestade atingiu o sudoeste francês onde estão localizadas regiões como Bordeaux, Bergerac, Gascony, Vale do Loire, Savoia e Languedoc-Roussillon.

André De Fraia
Publicado em 06/07/2022, às 08h10


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