Revista ADEGA

O azeite andaluz

Andaluzia é a maior região produtora de óleo de oliva do mundo, conheça suas características

João Calderón em 16 de Junho de 2009 às 08:25

Quando se pensa nas regiões produtoras de azeites, logo uma vem à mente: Andaluzia. Muito conhecida por se tratar de um dos destinos turísticos mais procurados na Espanha, com lugares paradisíacos como Marbella, a região representa cerca de 80% do óleo de oliva espanhol, o de maior produção em todo o mundo.

Seu nome provém de Al-Andalus, nome que os muçulmanos davam à Península Ibérica por volta do século VIII. A Andaluzia situa-se no extremo sul da Espanha, com características climáticas do Mediterrâneo (com verões quentes e secos, e invernos amenos e úmidos). Esta fonte preciosa é formada por oito províncias: Almería, Cádiz, Córdoba, Granada, Huelva, Jaén, Málaga e Sevilha.

Jaén

Jaén é o centro produtor mundial do azeite de oliva. Sozinha, a região produz mais óleo do que toda a Grécia, o terceiro mais importante país produtor do mundo. Os horizontes são ocupados por um sem fim de oliveiras, plantações do cultivar Picual, que crescem muito além do que se pode ver. Existem três Denominações de Origem Protegida em Jaén: Sierra Mágina (localizada ao sul da província, tendo a Picual como casta dominante); Sierra de Segura (onde o óleo normalmente é amarelo mais claro e um pouco mais frutado); e Sierra de Cazorla (em que em grande parte das plantações nasce um clone da Picual, a Royal).

Granada

Granada era a mais importante província produtora do óleo de oliva durante a Invasão Moura. Nela existem duas DOP’s: Poniente de Granada – mais a oeste, com predominância do cultivar Hojiblanca –; e Montes de Granada – mais a leste, onde predomina a Picual.

Paisagem de Jaén (acima) e Córdoba (ao lado), as duas províncias mais importantes

Almería

Almería é a província mais seca de toda a Espanha, onde se diz fazer mais horas de sol do que em qualquer outro lugar da Europa. Nesta província são encontrados os cultivares Arbequina, Picual e Hojiblanca.

Málaga

O norte de Málaga possui uma grande quantidade de olivas. Antequera, com 18 mil hectares, é o centro de uma nova Denominação de Origem Protegida, com 10 milhões de oliveiras – em sua maioria, Hojiblanca. Porém, a distinta área produtora em Málaga é a Axarquía, com um óleo que equilibra a estabilidade da Hojiblanca com o frutado da Verdial.

Huelva

O azeite não é o principal produto da província de Huelva, muito mais famosa por seu presunto, o Jamón Serrano. Os cultivares mais encontrados por lá são Verdial, Lechín, Gordal e Manzanilla, substituídos em plantações mais modernas por Arbequina e Picual.

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Cádiz

Em Cádiz, 85% das azeitonas são colhidas na Sierra de Cádiz, também uma DOP. A oliva dominante nesta região é uma espécie de Lechín, que dá o caráter ao azeite da Sierra de Cádiz, que é frutado, com um toque de amargor e picância.

Córdoba

Córdoba é a segunda província mais importante na produção do óleo, atrás somente de Jaén. A mais importante oliva de Córdoba é a Picudo, mas Hojiblanca e Picual também são encontradas. Esta região possui ainda duas DOP’s: Baena e Priego, as duas localizadas a sudeste da província.

Sevilha

Depois de Jaén e Córdoba, está a província de Sevilha, onde se situam grandes produtores do óleo, mais especificamente em Las Hermanas, ao sul de Sevilha. O cultivar Hojiblanca é o mais encontrado nesta província, seguido da nativa Lechín.

1 Colonna Molise DOP 2007
Região: San Martino, Itália
Importador: Costazzurra
Blend: Leccino, Rosciola e Gentile de Larino
Acidez: 0,4%
Preço: R$ 80
Aroma bem presente (que lembra capim já um pouco amarelo – provavelmente de azeitonas já num estágio de maturação mais avançado). Possui amargor forte e picância leve. O perfume frutado não é muito intenso. Pelo forte amargor, pode ir bem com radicchio, rúcula, agrião, verduras mais amargas.
2 Olio Extra Vergine di Oliva Castello Banfi
Região: Siena, Italia
Importador: La Pastina
Blend: Frantoio, Leccino, Moraiolo, Olivastra e Ascolana Tenera
Acidez: 0,3%
Preço: R$ 98
Aroma frutado médio (que lembra chicória), não muito intenso no nariz. Um óleo de oliva equilibrado, com pouco amargor e mais viscoso. Apresenta uma forte picância, com polifenóis bastante presentes. Tais características já pedem pratos um pouco mais fortes, como um atum, por exemplo.

Azeite

Artigo publicado nesta revista


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