Revista ADEGA

O vinho que traz sorte

O ator Luis Gustavo revela que sempre inclui o vinho em momentos especiais com a família e no trabalho

Fernando Roveri em 25 de Junho de 2007 às 11:17

Luis Gustavo ao lado do quadro do artista plástico Gustavo Rosa

As noites de domingo nunca mais foram as mesmas após o humorístico Sai de Baixo, exibido pela Rede Globo, entre 1996 e 2002. Para espantar a tristeza dos dias de ócio, nada melhor que terminar o final de semana com boas risadas. Um dos personagens de destaque era o simpático Vavá, interpretado por Luis Gustavo. A carreira de Tatá – como é carinhosamente chamado pelos seus amigos – não se resume a esse humorístico. Ele já foi destaque em diversas novelas, filmes e peças de teatro. Seu último trabalho na televisão foi o personagem Piragibe, na novela O Profeta. O que poucas pessoas sabem é que, além de grande ator, Luis Gustavo é apreciador confesso de vinhos. Filho de diplomata espanhol, ele sempre esteve próximo da bebida e a provou, pela primeira vez, quando pequeno. “É um costume da minha família servir um pouquinho no jantar, às vezes no almoço... a verdade é que eu gosto de tomar vinho desde os meus cinco anos de idade”.

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O ator possui vários vinhos guardados em casa. “Os melhores vinhos mantenho em uma cave a 14ºC, e o restante guardo na biblioteca, um lugar fresquinho”, diz Luis. Ele não se prende a rótulos específicos, mas busca vinhos variados provenientes de diversos países como Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Portugal e Austrália.

Todo enófilo que se preze tem aquele vinho especial guardado na memória, cuja degustação fez com que o tempo parasse por alguns instantes frente a uma taça de vinho. Isso aconteceu com Luis Gustavo ao tomar o “Conde de Valdemar Gran Reserva”. Segundo ele, foi o melhor vinho da Rioja que já passou por sua taça. Além da excelência da bebida, o momento foi muito especial. “Eu estava em Barcelona namorando a Cris, minha mulher, jantando no restaurante Botafumeiro... e nesses momentos o vinho é fundamental. Portanto, esse Rioja ficará eternamente na minha lembrança”, diz o ator, que gosta de receber amigos em casa com um vinho à mão, adequado ao gosto dos convidados. “Procuro servir, principalmente aos meus amigos que apreciam vinho, o melhor que eu tenho”, revela.

Entre os estilos, Tatá prefere o tinto. “Às vezes bebo branco, dependendo da ocasião... Os espumantes e rosés, eu tomo para acompanhar, simplesmente”. Entre os produtores brasileiros, destaca o “Val de Miz”. “Gostei muito, tanto do espumante, quanto dos vinhos tinto e branco”, diz Luis. Vários enófilos que entrevistei para essa seção não gostam dos vinhos do Novo Mundo, focando suas preferências nos europeus. Esse não é o caso de Luis Gustavo, que defende a produção das Américas: “Os vinhos do Novo Mundo vivem um momento primoroso, principalmente os Cabernet Sauvignon chilenos e os Malbec argentinos. Não acredito em guerra de vinícolas, os vinhos do Novo Mundo melhoram a cada safra”. Do Velho Mundo, aprecia os franceses, mas tem uma ligação afetiva com os espanhóis. “Talvez por causa da influência familiar. Aquele gosto da madeira dos Rioja é irresistível para mim!”, explica o ator.

fotos: divulgaçãoEntre as viagens internacionais em que o vinho esteve presente, Luis destaca uma ida aos Estados Unidos, onde degustou o “Niebaum Coppola”, da vinícola do diretor Francis Ford Coppola. “É muito gostoso, principalmente nas safras adequadas, sempre procuro trazer umas garrafas pra casa quando volto de viagem”, recordase. Luis Gustavo sempre fez questão de colocar o vinho em momentos especiais de sua vida, inclusive em seu trabalho. Ao ser questionado sobre qual de seus personagens combina com a bebida, ele nos conta que sempre tentou inserir a bebida nos papéis que interpreta. “Em todos os meus trabalhos como ator sempre procurei colocar um pouquinho de vinho na sua história. Assim foi com o Beto Rockefeller, Juca Pirama, em O Salvador da Pátria, Victor Valentim no Ti-ti-ti, e Mário Fofoca em Elas Por Elas, eu sempre procurei falar de vinho, mesmo que não estivesse no texto, não só porque gosto, mas porque me traz sorte!”, revela o ator. No caso de Luis Gustavo, a arte imita a vida em vários momentos, inclusive no prazer do vinho.


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