O vinho em prosa e verso

O humorista Juca Chaves começou a beber champagne em um copinho de plástico e hoje prova que o bom humor deve fazer parte do ritual do vinho


"Eu gosto de vinhos mais leves Juca Chaves, que aprecia os vinhos verdes"

“Este gravador é menor do que o meu nariz”, brinca o humorista Juca Chaves, no início de nossa entrevista. Nascido como Jurandyr Czaczkes, no Rio de Janeiro, em 1938, ele tornou- se um verdadeiro trovador moderno, extraindo, de seu bandolim, críticas divertidas sobre as nossas autoridades. E como poesia e música combinam com vinho, Juca é um confesso amante da bebida (no bom sentido). “Não sou um especialista, só sei provar”, diz ele. A paixão pela bebida surgiu em uma viagem a Bonne, no coração da França, há doze anos. Lá, a prática de balonismo é favorecida pelas correntes de ar. Juca resolveu dar um passeio e seu balão pousou em um pequeno vinhedo. Como ritual, uma garrafa de champagne deveria ser aberta e oferecida àqueles que ali aterrisassem. “Eles não quiseram me servir. Insisti e eles me deram a bebida em um copinho de plástico”, diz Juca, rindo. “Não aceitei e exigi que fosse servida na taça. Diante da recusa, ataquei: ‘Mas nós ganhamos a guerra!’”. Os turistas riram junto com o humorista.

Hoje costuma beber junto com os amigos ou em almoços de família. Por sempre ter morado em lugares quentes, deixou um pouco os tintos de lado para apreciar vinhos brancos. Em seu novo apartamento, em São Paulo, pretende ampliar a adega. “Eu gosto de vinhos mais leves, em respeito ao fígado”, brinca. Seus preferidos são os vinhos de bom custo benefício, para consumo no dia a dia. Ele também aprecia os Grands Crus Classés, mas eles “são bons quando você encontra um amigo rico”.

Entre seus estilos favoritos estão os vinhos verdes de Portugal. “Não me apego a rótulos. Para mim o que importa é o vinho”, diz. “Não conheço todos, sou sincero. Nunca vou bancar o cara que vai cheirar, depois chacoalhar no ar para sair a alma do vinho. Mesmo porque eu não acredito em alma, quanto mais no vinho. Nem por isso vou tomar “Vinho Reconstituinte Silva Araújo”. Cada um tem o seu gosto”, declara o humorista. Sem nunca deixar o humor de lado, ele diz que uma das funções do vinho é a de mandar a visita embora. “Você dá vinho para a pessoa, ela fica com sono e se manda”, explica. Antes de concluir, Juca revelou uma promessa divertida feita a si mesmo: “Assim que escalar os seis mil metros do monte Aconcágua, vou beber uma caixa inteira de Romanée Conti.

Entre seus estilos favoritos estão os vinhos verdes de Portugal. “Não me apego a rótulos. Para mim o que importa é o vinho”, diz. “Não conheço todos, sou sincero. Nunca vou bancar o cara que vai cheirar, depois chacoalhar no ar para sair a alma do vinho. Mesmo porque eu não acredito em alma, quanto mais no vinho. Nem por isso vou tomar “Vinho Reconstituinte Silva Araújo”. Cada um tem o seu gosto”, declara o humorista. Sem nunca deixar o humor de lado, ele diz que uma das funções do vinho é a de mandar a visita embora. “Você dá vinho para a pessoa, ela fica com sono e se manda”, explica. Antes de concluir, Juca revelou uma promessa divertida feita a si mesmo: “Assim que escalar os seis mil metros do monte Aconcágua, vou beber uma caixa inteira de Romanée Conti.

Alexandre Saconi

Publicado em 29 de Agosto de 2007 às 12:04


Minha adega

Artigo publicado nesta revista