Segundo críticos, a construção ameça a histórica linha ferroviária do Vale da Tua com inundações e obstruções na paisagem
por Redação
A construção de uma barragem no Vale do Douro, histórica região vinícola de Portugal, vem gerando polêmica. A obra, que está chegando em sua fase final, tem como intuito a produção de energia para a empresa Energias de Portugal (EDP). Críticos do projeto, icluindo produtores de vinho locais, contestam o projeto.

Modelo da barragem
A barragem fica a 1 km do rio Tua, perto do rio Douro, e apresenta um arco de concreto com dupla curvatura de 108 metros em seu ponto mais alto e comprimento de 275 metros. O valor total estimado da obra é € 162,3 milhões.
Segundo os críticos, assim que a construção for concluída, ela poderá causar inundações que destruirão a histórica linha ferroviária do Vale da Tua e, consequentemente, danificar a paisagem local. O Vale da Tua foi designado patrimônio da humanidade pela UNESCO. A ferrovia teve suas atividades encerradas em 2008 após um grave acidente. A empresa responsável pela linha de trem afirmou que o local não será reaberto.

Antiga linha ferroviária do Vale da Tua (Foto: darkroastedblend.com)
Em março, produtores do vinho Esporão e o grupo ativista ‘Salve a Plataforma Tua’ uniram forças para lançar a campanha ‘Última dias de Tua’ como uma última tentativa de impedir a construção. A campanha resultou em 16 mil cartas enviadas para a UNESCO e uma série de filmes produzidos pelo diretor Jorge Pelicano que detalham o impacto da barragem.
Embora a obra não esteja muito longe da Quinta do Tua - fonte das uvas para o Porto Vintage da Cockburn - o reservatório não coloca em perigo as vinhas, mas em vez disso irá destruir parte do que é uma das regiões vinícolas mais conhecidas e preservadas do mundo.
Veja o teor da petição contra a barragem neste link.
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