Estudo aponta toxina vegetal como possível causa da morte do líder macedônio
por Redação

A morte de Alexandre, o Grande, segue como um dos maiores enigmas da Antiguidade. Entre hipóteses que vão de causas naturais a conspirações políticas, uma linha de pesquisa científica sustenta que o líder macedônio pode ter sido vítima de um vinho envenenado com toxina vegetal.
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A teoria foi defendida pelo toxicologista Leo Schep, do National Poisons Centre e da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. Em estudo publicado na revista Clinical Toxicology, o pesquisador sugere que a substância responsável teria sido extraída da planta Veratrum album, conhecida como eléboro-branco.
Segundo a análise, o uso de venenos como arsênico ou estricnina é considerado improvável, já que essas substâncias provocariam morte rápida. Os relatos históricos indicam que Alexandre teria adoecido progressivamente ao longo de cerca de 12 dias, apresentando fraqueza, dificuldade de locomoção e perda da fala — sintomas compatíveis com intoxicação por eléboro.
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Na Grécia Antiga, a planta era conhecida por suas propriedades medicinais, especialmente como indutor de vômito. Fermentada ou misturada ao vinho, poderia ter mascarado o sabor naturalmente amargo da toxina, facilitando sua ingestão em um banquete.
Alexandre morreu aos 32 anos, após construir um dos maiores impérios do mundo antigo. Apesar das novas interpretações científicas, especialistas reconhecem que a causa exata da morte provavelmente continuará em debate, dividida entre doença, envenenamento ou uma combinação de fatores.
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