• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Vinho de Palha

    Vinhos de uvas ressecadas sobre camas de palha

    A história dos famosos vinhos de uvas ressecadas sobre camas de palha

    Imagem Vinhos de uvas ressecadas sobre camas de palha

    por Arnaldo Grizzo

    Vinhos de uvas ressecadas sobre camas de palha já eram produzidos há mais de 6 mil anos em locais diferentes do Mediterrâneo, mas especialmente nas ilhas gregas. Escritos de Plínio, o Velho, e de Columella já relatavam a produção de vários vinhos de uvas passas, sendo que algumas eram deixadas para secar ao sol nas próprias videiras, outras retiradas e colocadas sobre esteiras de palha ou madeira. 

    Ainda assim, a origem dos “néctares”, feitos com uvas que passaram por um processo de desidratação para concentrar o seu mosto e dar origem a vinhos doces extremamente valorizados, é antiga e de origens diversas. Acredita-se que eles eram, muitas vezes, misturados com mel e outras especiarias para intensificar o sabores. Assim nasceram os primeiros “passitos” do mundo.

    LEIA TAMBÉM: O vinho "bebível" mais velho da história surgiu antes do Brasil

    Uvas ressecadas
    O processo de desidratação das uvas permite concentrar o seu mosto e dar origem a vinhos doces extremamente valorizados

    Essa tradição se espalhou por diversas partes do mundo, prosperando em muitas partes da Europa, tornando-se uma tradição como no Jura, por exemplo. Lá, um dos vinhos mais míticos, juntamente com aclamado o Vin Jaune, é o Vin de Paille. Deve-se frisar que este último é bastante diferente do “vinho amarelo”, pois o Jaune é seco e passa por processo de oxidação biológica de véu em flor. O “vinho de palha”, por sua vez, é doce e passa por processo de desidratação das uvas. É esse processo, aliás, que lhe dá o nome. 

    Para ele, os produtores selecionam cachos de Savagnin, Chardonnay e Poulsard, que geralmente ficam repousando de três a cinco meses sobre “camas” de palha para perderem parte de sua água, concentrarem os açúcares e, com isso, darem origem a um mosto muito intenso e, obviamente, a um vinho bastante doce. Atualmente, as camas de palha são menos usadas, dando lugar a caixas de madeira ou plástico, que tampouco ficam sob o sol direto, mas protegidas em locais bem ventilados. Ainda assim, o nome Vin de Paille, perdura, assim como sua fama. 

    LEIA TAMBÉM: Como nasceu a tradição portuguesa dos vinhos enterrados no chão

    Atualmente, as camas de palha são menos usadas, dando lugar a caixas de madeira ou plástico, protegidas em locais bem ventilados

    A menção ao Vin de Paille pode ocorrer nas denominações Côtes du Jura, Arbois e l'Étoile. No Jura, o mosto precisa alcançar entre 14,5 e 17º de álcool e envelhecer por pelo menos três anos antes de ser comercializado. O rendimento básico é fixado em 20 hectolitros por hectare.

    As uvas precisam secar por um período mínimo de seis semanas, seja sobre uma cama de palha, ou sobre prateleiras, ou ainda suspensas em arames. As salas de armazenamento devem ser ventiladas, mas não aquecidas.

    LEIA TAMBÉM: Quando vinho era remédio para malária

    Todos os anos, no final de janeiro, há um evento na praça de Arlay (a capital do vinho de palha do Jura), para celebrar a prensagem do vinho. Realiza-se a prensa com uma missa de São Vicente, celebrada pelo Bispo de Jura, na igreja de São Vicente d'Arlay, com bênção, entronização na confraria local, desfile com procissão e fanfarra de viticultores etc. Tudo organizado pela comandaria dos “Nobles Vins du Jura et du Comté”. 

    Outras palhas

    Contudo, o termo vin de paille não se restringe ao Jura. Há produção desses vinhos doces em Hermitage, onde a tradição foi retomada mais recentemente. Lá, vinifica-se Marsanne e Roussanne de uma área pequena em Tain-l’Hermitage.

    Também em Beaumont-du-Ventoux, em Provence, há uma pequena produção de vinhos de palha, feitos com Grenache Blanc e Clairette Blanc. Há ainda um antigo “Vin de Paille” em Corrèze, na Aquitânia.

    Em Queyssac-les-Vignes, acredita-se que a tradição desse vinho tenha surgido no ano de 622 quando Santo Eloi trouxe ao rei Dagoberto um “néctar único”, ao qual teria dado o nome de “mel das Musas”. Para produzi-lo, usam-se variedades tintas de Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon e brancas de Chardonnay e Sauvignon. E, por fim, há referências a vinhos de palha também na ilha de Córsega.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Vinho de palhaJuraChardonnayCabernet SauvignonGrenache BlancNobles Vins du Jura et du ComtéClairette BlancSauvignonCórsega

    Notícias relacionadas

    A lenda em torno do Sangue de Boi nasceu durante o cerco otomano à cidade em 1552

    Sangue de boi ou vinho de guerra? A fascinante história do Egri Bikavér

    O Vesúvio domina a paisagem da região e dita o estilo do terroir

    Os vinhos feitos com as lágrimas de Cristo aos pés do Vesúvio

    Imagem VÍDEO! Como o Rei Carlos Magno moldou a viticultura europeia

    VÍDEO! Como o Rei Carlos Magno moldou a viticultura europeia

    Arnaldo Grizzo

    O vinho misterioso do Império Romano: o sabor proibido que intrigou historiadores

    Imagem O vinho é parecido com o homem

    O vinho é parecido com o homem

    Imagem VÍDEO! A ligação entre os vinhos portugueses e a história do País

    VÍDEO! A ligação entre os vinhos portugueses e a história do País

    Imagem A história do vinho no Brasil: da colônia à viticultura moderna

    A história do vinho no Brasil: da colônia à viticultura moderna

    Imagem VÍDEO! Como o vinho ajudou a derrotar Napoleão - A história de Lorde Nelson

    VÍDEO! Como o vinho ajudou a derrotar Napoleão - A história de Lorde Nelson

    As adegas tinham a capacidade de armazenar mais de cinco milhões de garrafas - Library of Congress

    A história secreta das adegas sob a ponte do Brooklyn

    Ilustração

    Os clássicos do Vale do Rhône

    Harmonização

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    La Tâche: conheça a história do lendário Grand Cru da Borgonha
    1

    La Tâche: conheça a história do lendário Grand Cru da Borgonha

    Produção e consumo de vinho caem na Espanha
    2

    Produção e consumo de vinho caem na Espanha

    Jerez prevê safra histórica após recuperação dos vinhedos
    3

    Jerez prevê safra histórica após recuperação dos vinhedos

    Molinos amplia presença no vinho com compra da Bodega Etchart
    4

    Molinos amplia presença no vinho com compra da Bodega Etchart

    Bodegas Riojanas terá novo controlador após decisão judicial
    5

    Bodegas Riojanas terá novo controlador após decisão judicial

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group