A vinícola italiana Piccini implementa robô agrícola movido a energia solar para proteger vinhedos com UV-C e reduzir o uso de fungicidas em Chianti Classico. Iniciativa alia inovação e tradição

por Redação
A vinícola italiana Piccini, sediada no coração da região de Chianti Classico e administrada pela quinta geração da família fundadora, anunciou a adoção de um robô agrícola movido a energia solar para o cuidado das videiras. A iniciativa é resultado de uma parceria com a fabricante Free Green Nature e marca a incorporação da tecnologia Icaro X4, um sistema autônomo projetado para otimizar a saúde dos vinhedos e reduzir o uso de insumos químicos.
Segundo informações da Forbes o robô atua com base em mapeamento de alta precisão, dispensando até mesmo sinal de satélite durante as operações. Equipado com painéis dobráveis e sensores ambientais, o Icaro X4 aplica radiação germicida UV-C nas folhas das videiras, inativando fungos como míldio e oídio, além de estimular defesas naturais da planta por meio da indução de fitoalexinas.
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O CEO Mario Piccini, que assumiu a liderança da vinícola em 1982, afirma que o objetivo é preservar o legado da família com práticas sustentáveis alinhadas às metas da União Europeia. O uso do robô permitiu à Piccini reduzir em até 70% a aplicação de fungicidas, cortando emissões e protegendo a biodiversidade do vinhedo. A operação do Icaro é sustentada por painéis solares que abastecem a base de recarga, garantindo autonomia energética ao sistema.
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A adoção do robô também exigiu adaptação da equipe. A vinícola promoveu treinamentos entre agrônomos e engenheiros para alinhar conhecimentos técnicos e práticas tradicionais. Inicialmente, o Icaro opera em cinco hectares, com previsão de expansão para 15 hectares.
Além da eficiência no campo, a tecnologia também trouxe ganhos na percepção do consumidor. Dados da Wine Market Council indicam que 35% dos consumidores norte-americanos compram vinhos sustentáveis com alguma frequência, tendência que reforça a importância de credenciais ambientais na decisão de compra. Mario Piccini avalia que a combinação entre inovação tecnológica e respeito ao terroir fortalece a identidade da vinícola e garante sua continuidade.
Estudos recentes da universidade Politecnico di Torino apontam que a automação tende a crescer no setor, especialmente em áreas como poda, que representa até 25% dos custos anuais com mão de obra. Pesquisas em robótica compacta com sistemas de visão computacional já estão em andamento.
A Piccini acredita que a integração entre viticultura, inteligência artificial e robótica é essencial para manter a qualidade, a sustentabilidade e a longevidade da produção em Chianti Classico.