A história escrita

A trajetória da Montblanc, uma empresa com mais de um século de sucessos


Visionários existem em todos os lugares, mas são poucos aqueles que conseguem concretizar seus sonhos e fazer deles um sucesso internacional. Esse foi o caso dos empreendedores alemães August Eberstein e Alfred Nehemias. Após viajarem aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha, voltaram com o pensamento fixo de desenvolver uma idéia que ainda estava em evolução - a caneta à pena, livre da dependência do tinteiro. Em uma oficina, passaram a realizar os experimentos que, em 1906, resultaram na produção de canetas-tinteiro. Elas eram vendidas para os comerciantes locais e, um deles, Johannes Voβ, manifestou interesse especial por elas. Acreditando no futuro das peças, Voβ juntou-se a eles, formando a joint venture que daria origem a uma das marcas mais respeitadas mundialmente, a Montblanc.
#R# Os aprimoramentos da companhia resultaram, em 1924, na caneta-tinteiro MeisterstückI, obra-prima em alemão. O seu design fez tanto sucesso e é tão atemporal que se tornou o carro-chefe da marca, dando início a uma série de outros modelos. Dentre eles, estão as canetas de edição limitada que homenageiam personalidades históricas que foram patronos das artes e da cultura, além das canetas das coleções Escritores e Solitaire, feitas com metais preciosos como ouro, prata e diamantes. As edições limitadas são lançadas pela Montblanc uma vez ao ano, desde 1992.
Cinco anos mais tarde, todas as canetas tinteiro da linha MeisterstückI passaram a ter gravado o número 4.810. Ele corresponde a altura do pico Mont Blanc, que deu nome à marca por ser o até então mais alto da Europa. A estrela branca de seis pontas, marca da grife, simboliza a neve que o cobre.

Novos investimentos
A década de 1990 marcou o início de uma nova fase. Investindo em seu crescimento, a Montblanc passou a oferecer produtos diferenciados aos clientes. Foi assim que os artigos de couro, relógios, óculos, acessórios de joalheria e perfumes passaram a disputar espaço com as canetas que deram origem à empresa.
A primeira coleção de relógios era composta de 13 modelos, sendo a maioria deles para o público masculino. Hoje, a coleção possui onze linhas e 269 modelos diferentes. O resultado foi tão aprovado pelos consumidores que os relógios transformaram-se no segundo item mais vendido da grife.

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Para elas
Na mesma época, a grife decidiu também investir em uma aproximação com as mulheres. Foi desenvolvida uma série de produtos desenhados para o público feminino: canetas, agendas e carteiras de couro, bolsas, óculos, relógios e perfumes. "E não se resume aos produtos. Cada boutique da Montblanc tem um espaço reservado para esse público, com decoração e produtos voltados exclusivamente para elas", diz diretora de marketing Adriana Tombolatto.
Pensando nelas, a Montblanc também se tornou sócia-fundadora, em 2004, do prêmio Women´s World Awards. Ele acontece em parceria com Mikhail Gorbatchev e é oferecido a mulheres talentosas e de fama internacional que oferecem consideráveis contribuições para a sociedade. Já foram vencedoras de diferentes categorias do prêmio a cantora Whitney Houston, a estilista Vivienne Westwood e as ativistas sociais Waris Dirie e Bianca Jagger.

Cultura
Por suas raízes na cultura escrita, a Montblanc considera como sua responsabilidade o comprometimento tanto com a arte da escrita como com diversos outros segmentos artísticos. Por isso, desde 1992, são realizadas numerosas iniciativas internacionais de patrocínio nas áreas de literatura, balé clássico, música e artes plásticas.
Inicialmente, foi criado o Montblanc de la Culture Arts Patronage Awards, prêmio internacional dedicado aos patronos das artes. Esses patronos foram a inspiração que deu origem às edições limitadas que são produzidas anualmente pela marca. Além deste, nos últimos doze anos a grife também tem realizado o prêmio Montblanc Arts Patronage Award, uma homenagem oferecida àqueles que contribuem para a expansão da cultura e das artes nos dias atuais.
Os incentivos também acontecem no projeto Montblanc Cutting Edge Art Collection. Por meio dele, artistas mundialmente reconhecidos da arte contemporânea produziram mais de trinta trabalhos de interpretação da estrela branca, símbolo da Montblanc. O acervo está exposto na sede da Montblanc, em Hamburgo. Entretanto, não é apenas na sede da empresa que a arte fica exposta. "Nas boutiques, os painéis de novos artistas transformam a compra em um passeio por uma galeria. São escolhidos seis artistas a cada ano", conta Tombolatto.

Centenária
Em 2006, a Montblanc completou um século de existência. Fazendo jus à marca, a comemoração de seu centésimo aniversário não poderia deixar de ser em grande estilo. Após oito anos de pesquisa, foi desenvolvido um diamante do mais alto padrão de qualidade, lapidado com o desenho da estrela em 43 facetas. A avançada técnica de lapidação foi patenteada pela Montblanc e fez com que a grife se tornasse a primeira marca com seu símbolo representado em uma lapidação de diamante. Esse foi o destaque de todas as edições lançadas para celebrar os seus 100 anos de conquistas e abrir com chave de ouro um novo século que, ao que tudo indica, também será repleto de sucessos.

Thalita Fleury

Publicado em 3 de Julho de 2008 às 08:52


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Artigo publicado nesta revista