Calor intenso e seca ameaçam vinhedos no sul da França, Suíça e Espanha

por Redação
A aproximação da colheita em regiões vinícolas da Europa tem sido acompanhada por alertas de incêndios e estresse hídrico. A onda de calor que se estende do sul da França até o Valais, na Suíça, tem elevado a preocupação entre viticultores, especialmente em áreas propensas a secas e queimadas.
Na Espanha, a situação chama atenção em Rioja, onde o tradicional “batalla del clarete” em San Asensio atraiu 6.000 pessoas e resultou no uso simbólico de 40.000 litros de vinho tinto jovem. Embora festiva, a celebração ocorre em meio à necessidade de redução do chamado “lago de vinho”, estoque excessivo acumulado devido à queda no consumo.
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As condições climáticas extremas ameaçam não apenas o rendimento da safra de 2025, mas também a qualidade das uvas. Temperaturas elevadas têm provocado escaldaduras nas bagas, ressecamento das folhas e antecipação do amadurecimento — fatores que dificultam o planejamento e colheita ideais.
Segundo a Wine Searcher, produtores da Alsácia já preveem perdas de até 10 milhões de litros na produção deste ano. No sul da França e na região de Bordeaux, a seca também compromete o desenvolvimento vegetativo, enquanto cresce o risco de incêndios em zonas de mata próximas a vinhedos.
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O cenário climático adverso se soma a um momento delicado para o mercado europeu, que enfrenta estoques elevados e retração no consumo. Produtores agora buscam alternativas, como o aumento da produção de espumantes ou ajustes no calendário de colheita, para mitigar as perdas esperadas.