• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Não deixe seu vinho se perder

    Como conservar o vinho depois de aberto

    Se não consumimos uma garrafa de vinho por completo, como conservar o vinho depois de aberto?

    Abrimos o vinho, não bebemos tudo, o que fazer?
    Abrimos o vinho, não bebemos tudo, o que fazer?

    por Redação

    Como conservar o vinho depois de aberto? Há diversas maneiras, algumas mais científicas, outras um tanto quanto duvidosas.

    O fato é que, infelizmente, quando em contato com o ar, o vinho começa a se deteriorar rápido e irreversivelmente. Durante a fermentação e eventual estágio em tonéis de madeira, o oxigênio é benéfico à correta maturação dos vinhos, porém, uma vez engarrafados, passa a ser prejudicial.

    • Os cinco melhores Merlots já degustados por ADEGA

    • Blends ou Varietais? Entenda as diferenças entre cada estilo de vinho

    O fenômeno da oxidação também ocorre em vinhos fechados, mais lentamente, podendo levar muitos anos; em garrafas abertas, no entanto, a deterioração é notada rapidamente. Desaconselha-se até a decantação de vinhos muito antigos, pois, por serem mais frágeis, podem estragar no mesmo instante.

    Uma vez aberta a garrafa, a oxidação é apenas uma questão de tempo. Quanto tempo? O processo é gradual. A cada dia o vinho estará um pouco mais oxidado, até atingir um ponto em que se tornará impossível bebê-lo - pode demorar horas ou vários dias. Vinhos com mais corpo e mais álcool resistem mais. Nenhum, contudo, escapa à decrepitude e jamais será a mesma coisa no dia seguinte. Podemos usar de artifícios para retardar a perda de qualidade.

    A maneira mais óbvia e menos eficiente de conservar uma garrafa aberta é arrolhando- a e colocando-a na geladeira. A refrigeração retardará a oxidação. Outra maneira, por ser pouco eficiente e nada elegante, mas muito divulgada, é utilizar um canudinho de refrigerante e os próprios pulmões. Coloca-se um pouco de algodão na ponta do canudo para que a saliva não caia no vinho, enche-se o pulmão de ar e prende-se a respiração por alguns segundos. Em seguida, sopre no interior da garrafa. Com isso, ela se encherá de gás carbônico que, por ser mais pesado que o oxigênio, ocupará todo o recipiente. Deve-se arrolhar rapidamente a garrafa e guardá-la na geladeira.

    Há no mercado uma série de acessórios destinados a conservar garrafas de vinho abertas. O mais conhecido é o Vacu Vin, uma bombinha de sucção e rolhas de borracha que funcionam como válvulas. Com ele, pretende-se retirar o ar de dentro da garrafa. Além de o vácuo não ser perfeito, parte dos aromas do vinho sai junto com a operação.

    Uma outra traquitana é o Wine Saver, uma evolução do Vacu Vin. Trata-se de uma espécie de torneira que, instalada no gargalo, evita a entrada de ar ao se abrir a garrafa. Nesse caso, o vácuo é um pouco melhor, mas como o aparelho deve ser usado durante todo o serviço, o aspecto visual da garrafa fica comprometido.

    Outro equipamento é o Winekeeper, um cilindro portátil de nitrogênio, gás inerte que não altera o vinho. Funciona bem, mas você terá sua garrafa atrelada a um tubo, comprometendo a apresentação e o manuseio. Pode-se adquirir esses acessórios em sites na Internet ou em lojas especializadas.

    O método mais profissional, usado na maioria dos restaurantes que oferecem vinho em taça, recorre ao mesmo gás. São câmaras de nitrogênio para várias garrafas; dali o vinho é servido por meio de mangueiras. É perfeito, mas conforme a capacidade pode custar alguns milhares de dólares.

    O método caseiro mais barato, simples, que mais me agrada, é a utilização de meias garrafas (de 375 mililitros). Ao abrir uma grande, transfira metade do conteúdo para a menor, que deve estar bem limpa. Encha por completo e depois arrolhe com a própria rolha do vinho a ser bebido ou com outra qualquer bem limpa. Assim o vinho resistirá dias ou até semanas.

    Conservar espumantes abertos é tarefa ingrata e, convenhamos, abrir um champanhe e não o consumir todo vai contra o espírito da bebida e deveria estar no Código Penal. Caso cometa esse crime, existe um Vacu Vin para esse tipo de vinho, que bombeia ar para dentro da garrafa, mantendo a pressão.

    O caso dos fortificados, como o Porto, é mais simples. Podemos dividi-los em duas categorias: os que amadureceram longo tempo em madeira, como os Tawnies (10, 20, 30 e 40 anos), e os demais, que foram logo engarrafados, como os Vintage. Os primeiros, por terem passado por um longo estágio de oxidação em sua elaboração, resistem tranquilamente vários dias depois de abertos, embora percam gradativamente seus aromas. Os outros devem ser bebidos logo, como qualquer vinho de mesa.

    Se for impossível consumir toda a garrafa, não se preocupe, afinal, o vinho não foi feito para nos causar preocupações e, sim, dar prazer. Deguste-o no dia seguinte, tendo apenas consciência de que, com o tempo, decairá até oxidar por completo. Se uma garrafa for demais para você, aproveite o pretexto e convide alguém. Com um bom vinho, não é difícil conseguir companhia.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Vinho abertoComo manter o vinho bom depois de abertoComo conservar vinho abertoColher no gargalo da garrafa funciona?Como conservar vinho

    Notícias relacionadas

    Vinho branco em paisagem vinícola

    Grosses Gewächs: o que torna esses vinhos tão especiais?

    Vale do Loire

    Vale do Loire, um guia rápido sobre a região

    Vale do Uco

    O terroir nasce da natureza ou é construído pelo homem?

    Mapa Ilustrado dos Vinhos da Provença

    Provence além do rosé: nove regiões que você precisa conhecer

    Imagem VÍDEO! O que saber antes de abrir uma garrafa de vinho

    VÍDEO! O que saber antes de abrir uma garrafa de vinho

    Taça Dourada na Adega Rústica

    En rama: o Jerez que busca o sabor direto do barril

    Elegância Rosé

    Rosé nasceu antes do que você imagina — e quase por acaso

    Tratado de Panos e Vinhos

    O tratado que ajudou a mudar para sempre o Vinho do Porto

    segurando a taça de vinho

    Existe um jeito certo de segurar a taça de vinho?

    sensações que o vinho proporciona

    Por que o vinho provoca tantas sensações na boca e no nariz?

    11 imperiais de Bordeaux

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Rafael Nadal troca as quadras pelo mundo do vinho
    1

    Rafael Nadal troca as quadras pelo mundo do vinho

    Vinhos de luxo voltam a subir, puxados pela Itália
    2

    Vinhos de luxo voltam a subir, puxados pela Itália

    Cristal 2018 marca os 250 anos da Louis Roederer
    3

    Cristal 2018 marca os 250 anos da Louis Roederer

    Grosses Gewächs: o que torna esses vinhos tão especiais?
    4

    Grosses Gewächs: o que torna esses vinhos tão especiais?

    Toscana quer vinhos 100% locais e abre espaço a espumantes
    5

    Toscana quer vinhos 100% locais e abre espaço a espumantes

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group