Apesar de ter a mesma língua que a nossa o rótulo do vinho português pode conter informações específicas do país
por Redação

Ler um rótulo de vinho português é bastante simples, visto que a língua ajuda. Contudo, há detalhes que muitas vezes nos escapam, pois o vinho de Portugal tradicionalmente é um corte (ou assemblage) de várias uvas e, caso não haja nenhuma referência às castas usadas no rótulo e contrarrótulo, fica quase impossível saber de que são feitos, pois os cortes podem mudar muito de produtor para produtor em uma mesma região. Mais do que isso, a mesma uva tem nomes diferentes nas diferentes regiões.
Tradicionalmente, os vinhos portugueses são vinhos de corte, feitos com inúmeras uvas. Cada região possui castas típicas e cada produtor as usa na proporção que achar melhor. Contudo, mais e mais os produtores vêm detalhando as castas e o modo de produção em seus contrarrótulos.
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Vale ficar atento aos nomes das variedades de uva que mudam de região para região, por exemplo: a Aragonez também é conhecida como Tinta Roriz; a Fernão Pires pode ser chamada de Maria Gomes, a Trincadeira pode receber o nome de Tinta Amarela e mais outras oito designações.

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Garrafeira – menção de qualidade que aparece nos vinhos de reserva portugueses (após receberem/quando recebem estágio de pelo menos 1 ano em garrafa).
Reserva – em Portugal, o termo não garante qualidade ou indica tempo de envelhecimento em barrica, depende da legislação da região e do produtor.