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  • Brilho do Château Smith Haut Lafitte retorna com esquiador olímpico

    por Redação

    As atividades vinícolas na propriedade começaram no fim da Idade Média e passaram por diferentes proprietários, como um prefeito de Bordeaux e o esquiador suíço que colocou o Château entre os mais luxuosos e procurados do mundo

    Foi somente no século XVIII que o Château Smith Haut Lafitte criou sua fama. Foi nessa época também que ganhou este nome, após o mercador escocês George Smith ter adquirido a propriedade, que data de 1365, quando a família de nobres franceses du Bosq escolheu esse trecho de Graves para iniciar suas atividades vitivinícolas.

    George Smith construiu o edifício do Château e começou a exportar para a Inglaterra. Anos mais tarde, já em 1842, o prefeito de Bordeaux, M. Duffour-Dubergier, herdou a propriedade de sua mãe. Na época, seu vinho ganhava ainda mais terreno, sendo exportado para o mundo todo através de Louis Eschenauer, que acabou por adquirir o Château em 1958.

    Quando da classificação das propriedades de Graves na década de 1950, Smith Haut Lafitte foi apontado como um dos Grand Crus, ao lado de Pape Clément, La Mission Haut Brion, Haut Bailly e outros. Contudo, o Château começou a decair e perder prestígio. Foi somente depois de 1990, quando o esquiador Daniel Cathiard o adquiriu, que seu vinho voltou figurar entre os mais requisitados de Graves.

    Na classificação das propriedades de Graves na década de 1950, Smith Haut Lafitte foi apontado como um dos Grand Crus, ao lado de Pape Clément, La Mission Haut Brion e outros

    Do esqui ao spa

    Em 1970, após a morte de seu pai, o esquiador olímpico Daniel Cathiard resolveu tomar conta dos negócios da família, que possuía uma vasta rede de supermercados. Durante 20 anos, ele desenvolveu esse setor, mas também investiu em uma cadeia de lojas de equipamentos esportivos.

    Em 1990, contudo, o empresário decidiu vender tudo para comprar Smith Haut Lafitte. Ele investiu muito na modernização do Château, restaurando os edifícios originais, construindo uma nova adega, incorporando ao complexo restaurantes, um hotel e um spa de vinho (Caudalie) – o primeiro do mundo, que depois daria origem a tantos outros, incluindo um no Brasil, o Hotel & Spa do Vinho Caudalie, na Serra Gaúcha.

    O primeiro SPA do vinho Caudalie nasceu no Smith Haut Lafitte, num complexo turístico incluindo um hotel e restaurantes

    Cathiard investiu pesadamente no enoturismo – um dos pontos altos da visita ao Château, por exemplo, é a entrada da sala de barricas, que fica abaixo da sala de degustações, e é feita através de uma passagem no chão que se abre ao toque de um botão, além de obras de arte de artistas renomados espalhadas pela propriedade –, mas também em uma linha mais natural para seus vinhos. Em 1992, a propriedade abandonou o uso de herbicidas. Poucos anos depois, adotou métodos biológicos de controle pragas.

    Sarah Matthews
    São cerca de 56 hectares de solo com cascalhos ditos 'gunzienne', grossos e de cor ocre (característica do óxido de ferro), plantados com cepas tintas, sendo 55% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot e 10% Cabernet Franc

    O terroir

    Smith Haut Lafitte tem 67 hectares em Martillac, que fica dentro de Graves, com seus cascalhos ditos “gunzienne”, grossos e de cor ocre (característica do óxido de ferro), que permitem uma drenagem natural do solo, assim como também refletem o calor do sol. Cerca de 56 hectares são plantados com cepas tintas, sendo 55% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot e 10% Cabernet Franc. O restante, em áreas em que há mais proporção de argila no solo e com exposição norte, possui castas brancas: 90% Sauvignon Blanc, 5% Sauvignon Gris e 5% Sémillon. A idade média das videiras é de 30 anos, com densidade variando entre 7,5 e 10 mil plantas por hectare.

    Cathiard investiu pesadamente no enoturismo, da sala da barricas acessada através de uma passagem no chão que se abre ao toque de um botão, às obras de arte de artistas renomados espalhadas pela propriedade

    A colheita é toda feita à mão e em duas etapas de seleção de grãos. Os tintos ficam 32 dias macerando, passam por fermentação malolática em carvalho e “élevage” de 20 meses, sendo de 50 a 80% em barricas novas. Os brancos são fermentados em pequenas cubas, também passam por malolática, ficam descansando por 12 meses em barris (50% novos), passando por bâtonnage.

    São feitas cerca de 10 mil garrafas do seu principal vinho tinto por ano e 2,5 mil do branco. O segundo vinho, Les Hauts de Smith, tem produção de 5,5 mil e tem versões em tinto, branco e rosé.

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